Como criar uma estratégia de investimentos na bolsa de valores?

Uma das dúvidas iniciais de quem decide entrar no mercado de ações por conta própria é sobre como criar uma estratégia de investimentos na bolsa de valores.

Fazer um bom planejamento dessa estratégia é fundamental para garantir uma jornada de sucesso em meio às oscilações e as oportunidades do mercado de ações.

Se você está pensando em desenvolver a sua própria estratégia de investimentos, neste artigo criamos um passo a passo dos elementos essenciais que você deve incluir em seu planejamento — como bônus, colocamos um item final que pode facilitar muito a sua vida!

Confira!

Entendendo o que é uma estratégia de investimentos

Antes de iniciar o nosso passo a passo, é importante deixar claro o que define uma verdadeira estratégia de investimentos na bolsa de valores.

Isso porque, em sua jornada na bolsa, você frequentemente vai se deparar com várias casas de análise que afirmam oferecer estratégias de investimentos, mas oferecem apenas parte dela.

E, diga-se de passagem, apenas a parte mais fácil.

Uma estratégia de investimentos deve ser formada por pelo menos três itens básicos:

– Quando INICIAR uma operação — o que chamamos de ENTRADA.

– Quando ENCERRAR uma operação  — o que chamamos de SAÍDA

– Quanto comprar/vender em cada operação.

Em geral, a maioria das casas de análise que você encontra por aí se prendem apenas aos dois primeiros itens, fazendo as recomendações de quando comprar uma ação e quando vendê-las.

No entanto, elas normalmente negligenciam o último item, já que isso é baseado no capital do investidor. Esse é o item mais importante, e o que quase nunca se fala…

Quanto você, investidor, deveria arriscar de seu dinheiro nessa operação?

Uma estratégia de investimento completa, portanto, leva em consideração pelo menos esses três itens básicos. E falaremos mais sobre eles — e outros! — a partir de agora.

  1. Definindo sua forma de operação

Existem diferentes formas de operar na bolsa de valores, como position trade, swing trade e day trade.

Então, a primeira questão a ser abordada pelo investidor diz respeito aos seus objetivos na bolsa de valores.

Se você deseja construção de patrimônio, estratégias position e swing trade funcionam bem.

Se você quer fazer do mercado de ações sua fonte de renda principal, talvez seja melhor olhar para o day trade.

Mas essa definição não está ligada apenas ao tempo disponível do investidor. Ainda há outros fatores que vão impactar essa decisão, como o tamanho do seu capital, a sua dedicação e a sua disciplina.

Como a bolsa de valores não paga salário, você não pode esperar um rendimento mensal fixo. E se você está contando com essa renda para fechar as contas do mês…

Operações day trade, por exemplo, exigem atenção total ao que está acontecendo em tempo real. E preparo psicológico para seguir em frente, principalmente quando você cometer erros. 

Com isso, esse tipo de operação necessita também um fluxo de caixa e capital de giro mais alto para suportar as oscilações da bolsa.

  1. Definindo uma metodologia de análise

Definida a forma de operação, é preciso descobrir qual metodologia de análise melhor responde aos seus objetivos.

A metodologia de análise vem para ajudar a nortear as decisões de compra e venda, ou seja, responder às perguntas de por que você deveria comprar ou por que você deveria vender uma ação.

Nesse ponto, você vai encontrar por aí diferentes tipos de análises que se propõem a resolver essas questões. Vamos abordar um pouco mais sobre cada uma delas.

Análise fundamentalista

Quem opta pela análise fundamentalista vai utilizar como base para os seus investimentos as informações econômicas da empresa, seus balanços e resultados, os indicadores do mercado e até mesmo como contexto político pode afetar a empresa no futuro.

Dessa forma, busca-se entender quais empresas estão não apenas com bons resultados, mas também com estratégias consistentes para o futuro, o que em teoria faria suas ações se valorizarem.

Assim, nesse tipo de análise é importante não só ter conhecimento do mercado de ações, como também é preciso de conhecimento em gestão para entender melhor as estratégias.

É comum, por exemplo, que quem faça esse tipo de análise utilize matrizes SWOT para analisar o ambiente interno e externo à empresa antes de fazer qualquer tipo de investimento.

O ponto negativo é que dificilmente você conseguirá observar muitas empresas diferentes, já que a demanda de tempo para isso é muito grande, o que fará você focar quase sempre nos mesmos papéis.

Além disso, o horizonte de investimento é de muito longo prazo, sendo necessário aguardar muitos meses (às vezes anos) para simplesmente conseguir avaliar se o investimento foi válido.

Como o foco é de longo prazo (décadas, por exemplo), outro ponto é que o investidor fica com o dinheiro parado por muito tempo antes de poder embolsar os lucros.

Análise técnica (ou análise gráfica)

Estratégias de investimentos que utilizam a análise técnica focam na evolução dos gráficos e critérios técnicos das ações, de olho principalmente no movimento dos valores dos ativos,  no volume negociado e nas projeções gráficas dos movimentos.

Essa é uma análise que visa o médio e curto prazo no mercado de ações, procurando encontrar tendências de alta para a entrada nos ativos. Portanto, a ideia é sempre comprar e vender no melhor preço possível ou nos momentos que se apresentam mais favoráveis.

O analista técnico acredita que todas as informações necessárias para decidir os seus investimentos estão representadas nas movimentações dos gráficos (alguns, inclusive, evitam ler notícias do mercado para não se deixarem influenciar).

Com isso, para ter sucesso com essa estratégia de investimento na bolsa de valores é preciso não apenas identificar as oportunidades, mas também saber o que fazer quando a ação se movimenta à favor ou contra a operação.

Em outras palavras, o que fazer se a ação subir ou cair.

No fim das contas, essas decisões do que fazer são os únicos pontos que estão verdadeiramente nas mãos do investidor, por isso é fundamental ter muita atenção e disciplina.

Tape Reading

O tape reading, ou a leitura de fita, consiste em analisar o momento do mercado de acordo com os negócios que estão ocorrendo.

Mais descolados da saúde da empresa ou dos movimentos do preço da ação que antecederam aos últimos negócios, quem utiliza o tape reading como estratégia de investimento na bolsa de valores tenta entender como os grandes investidores influenciam o mercado.

Sendo assim, esses traders ficam atentos ao Book de Ofertas analisando a movimentação dos grandes players.

Quando conseguem identificar um padrão ou necessidade de algum investidor grande, o trader tenta lucrar com o movimento.

O foco está em aproveitar o fluxo financeiro momentâneo do mercado.

Análise quantitativa

Também se apoiando na utilização de gráficos e outros recursos que se pode quantificar, o investidor quantitativo leva em consideração tudo o que pode ser contabilizado, tudo o que pode ser traduzido em números e que pode ser utilizado para tomar decisões baseadas em critérios matemáticos e estatísticos.

Isso significa que uma estratégia de investimentos na bolsa de valores que toma como base a análise quantitativa vai tentar transformar em números todo e qualquer sinal dado por uma ação. Veja na tabela abaixo as diferenças entre análises quantitativas e qualitativas (como a análise fundamentalista, o tape reading e outras não quantificadas):

Estratégia de investimentos na bolsa de valores: diferenças entre as análises

Como se baseia em tudo o que pode ser contabilizado, um ponto muito positivo de utilizar uma estratégia quantitativa no mercado de ações é que é possível fazer uma validação estatística da estratégia.

E isso permite entender como aquela estratégia teria se comportado em diferentes cenários do passado.

Então, a análise quantitativa não trabalha focada em “acertar o próximo trade”, e sim se apoiando no fato de que estatisticamente a estratégia faz sentido e deve apresentar boa performance ao longo de vários trades.

Ou seja: o analista quantitativo se utiliza de dezenas de dados técnicos e quantificáveis , valida sua estratégia estatisticamente e foca no sucesso da estratégia como um todo.

Outro diferencial bastante atrativo da análise quantitativa é que ela é a única que pode realmente ser previamente testada e validada.

Isso permite que você tenha uma boa ideia do quanto deve ganhar ao longo do tempo antes de colocar o seu primeiro centavo no mercado, já que conhece o comportamento estatístico da estratégia.

Dessa forma, em vez de apenas buscar “acertar o próximo trade” ou “escolher a ação certa”, o que traz muitas incertezas, o foco dessa análise é utilizar a matemática e a estatística para tentar garantir que ao longo das operações você estará aproveitando os movimentos desejados das ações.

E tendo um resultado muito positivo como consequência.

Resumindo: uma boa estratégia quantitativa é uma verdadeira maquininha de dinheiro!

Esse é o tipo de análise feita em todas as recomendações da Rocktrade — e que atrai cada vez mais investidores nas economias desenvolvidas. Um case de sucesso muito famoso é o fundo de ações de Jim Simons, que há mais de 20 anos apresenta a maior rentabilidade na bolsa de valores americana.

  1. Definindo o ponto de entrada

O ponto de entrada em uma ação é o primeiro passo prático de sua estratégia de investimentos na bolsa de valores.  Essa definição precisa ser clara e objetiva para que não haja espaço para “opiniões”.

Isso significa que você terá uma informação clara de quando você entrará em um ativo.

Afinal, se você deixar suas opiniões afetarem a sua decisão, cada dia você entrará em ações por motivos diferentes. E isso não é um método válido de operações. Na prática, é como se a cada dia você estivesse usando uma estratégia diferente.

Precisão no processo de seleção das ações é um item mandatório em uma estratégia quantitativa. Por exemplo: você pode decidir que entrará em uma ação quando houver o cruzamento de uma média móvel mais rápida com uma média móvel mais lenta.

Mais uma vez: qualquer critério possível de ser quantificado pode ser utilizado na análise quantitativa. A adoção desse critério em sua estratégia se dará pelo comportamento dela no momento em que se faz a validação.

Inclusive critérios utilizados na análise fundamentalista, também podem fazer parte da análise quantitativa, como a decisão de comprar ações se após relatórios trimestrais a empresa apresentar lucro de X% e o seu endividamento estiver diminuindo. Tudo vai depender da base de dados do analista e a capacidade de efetuar testes matemáticos.

Uma análise puramente fundamentalista pode adotar critérios mais subjetivos, como o lançamento de uma nova política de compliance, mudanças no conselho administrativo da empresa ou mesmo a observação de como o cenário político pode afetar a empresa.

Seja qual for o seu método de análise, o importante aqui é ter claro quais serão os pontos de entrada que darão o start em suas compras.

Ao mesmo tempo em que essa regra indica quando comprar uma ação, ela automaticamente mostra para o investidor qual ação comprar. Isso porque é fundamental respeitar essa entrada, ou seja, apenas comprar as ações que cumprirem as regras definidas.

  1. Definir pontos de saída

No mesmo momento em que se define quando e quais papéis comprar, é preciso já preparar o momento em que você sairá desses ativos.

Isso pode acontecer de duas formas: com a utilização de stoploss ou stopgain (gatilhos de preço para encerrar a operação na perda ou no ganho, respectivamente).

Em relação ao stoploss, ele é necessário para todas as operações, pois é um fator muito importante para controle de risco.

Importante ressaltar que o stoploss nunca deve ser movimentado contra a sua posição. Ou seja, se você comprou uma ação, você nunca deve movimentar seu stop para baixo — apenas para cima!

Muitos investidores acabam não tendo a força emocional de cortar suas perdas quando as suas ações compradas caem. E acabam abaixando o stoploss da operação na expectativa de que as ações voltem a subir em algum momento.

Mas é justamente para evitar perdas maiores que o stoploss existe.

Portanto, uma estratégia eficiente de investimentos vai sempre colocar um primeiro stoploss assim que a compra da ação é realizada. Caso esse valor seja atingido, o investidor deve sair desse ativo sem questionamentos, sem se deixar impactar pelas emoções.

O que pode ser muito difícil para a grande maioria das pessoas. Pois, nesse momento, elas têm que aceitar que erraram na análise.

Uma forma inteligente de utilizar o stoploss é como uma ferramenta para encerrar no lucro operações em tendência. Explicamos melhor isso neste vídeo.

Já em relação ao stopgain, o seu uso pode acontecer em algumas situações específicas. Operações day trade ou de minicontratos no mercado futuro costumam utilizá-lo com mais frequência, já que é preciso realizar os lucros antes de uma reversão repentina.

É importante dizer que o fundamental aqui não é o valor definido nos stops, e sim o respeito ao método que se está seguindo, ou seja, à regra que você mesmo definiu.

Se a sua estratégia de investimentos for realmente boa e validada, é preciso operar seus stops de forma consistente para colher os lucros lá na frente.

  1. Dimensionar a posição

Esse é um dos pontos negligenciados por quase todas as casas de análise que fazem recomendações de investimentos por aí.

Ainda que elas indiquem quando e o que comprar, normalmente não mostram o quanto do capital do investidor deve ser alocado em determinada operação.

E o dimensionamento de posição talvez seja a principal forma de proteger o seu capital em meio às oscilações do mercado.

Quando você dimensiona corretamente o seu investimento, você define exatamente o quanto está disposto a arriscar em uma operação.

Isso levará em conta o seu capital, o preço da ação e o valor do stoploss — você pode entender melhor como fazer um bom dimensionamento de posição em nosso artigo sobre controle de risco.

Estratégias de investimentos prontas — e validadas! — para você

Se você achou que pode ser um pouco complicado montar uma estratégia de investimentos própria, você não está errado.

Criar uma estratégia realmente boa dá muito trabalho e exige um conhecimento mais profundo de economia, estatística e matemática.

Mas você não precisa ficar fora da bolsa de valores só por causa disso. E nem optar por operar sem um método que funciona de verdade.

Na Rocktrade, nós temos diferentes estratégias de investimentos prontas, com validação estatística e resultados consistentes.

São estratégias completas, que rapidamente indicam para investidores, como você, o que comprar, quando comprar e, o mais importante, QUANTO comprar de cada ativo — de acordo com o seu capital.

Conheça melhor nossas estratégias e veja os resultados que elas já proporcionaram a milhares de assinantes!

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