Descubra como montar uma carteira de ações vencedora

Com um cenário de juros cada vez mais baixos — e com uma perspectiva atual de ainda mais redução —, aumenta o interesse dos investidores em saber como montar uma carteira de ações vencedora.

De fato, uma carteira de ações é uma ótima porta de entrada para a bolsa de valores, pois costuma ter um operacional mais tranquilo, sem ter que ficar o dia todo e todos os dias analisando gráficos e mais gráficos.

Neste texto, procuramos detalhar o máximo possível os principais passos para que você consiga planejar e começar a montar uma carteira de ações e de quebra, ao final do texto damos uma dica incrível de como começar ainda hoje!

Mas como montar uma carteira de ações da forma adequada?

Muita gente que começa a se interessar pela bolsa de valores acaba encontrando, na internet, muitas informações sobre como montar uma carteira de ações.

Mas não sabe ao certo os motivos exatos do porquê as pessoas devem fazer isso. Ou até mesmo o que esperar de uma carteira de ações.

E esse é um ponto muito importante, pois saber os motivos que fazem uma carteira de ações ser indicada para novos investidores e como avaliar essa carteira é fundamental para a sua experiência na bolsa e para os resultados dos seus investimentos.

Afinal, já dizia o coelho a Alice: “se você não sabe para onde ir, qualquer lugar serve”. O mesmo vale para a carteira de ações: se você não sabe o que esperar dela, qualquer resultado (positivo) serve!

Vamos ver um gráfico:

Veja no gráfico os benefícios de montar uma carteira de ações sua

Olhando os dados acima, vemos 3 informações importantes de um mesmo período: a taxa SELIC, o Índice Bovespa e os resultados de uma carteira mensal de ações.

Para você entender o que esses números significam: a taxa SELIC e o IBOV são os benchmarks mais utilizados para avaliar as aplicações de renda fixa e da bolsa de valores, respectivamente.

Um benchmark é um índice de referência usado para avaliar o desempenho de uma aplicação.

Ou seja: uma boa aplicação de renda fixa deve render igual ou mais que a SELIC, um bom investimento na bolsa de valores deve render ao menos próximo ao IBOV.

A diferença de resultados dos 3 está muito clara — essa carteira de ações rentabiliza muito mais do que os outros dois indicadores.

E essa é a primeira lição importante: quem quer ganhar dinheiro com ações deve buscar carteiras que rentabilizem acima do IBOV.

Esse é um ponto importante, pois muitos investidores cometem dois erros muito comuns. O primeiro é acreditar que uma carteira está indo bem apenas porque está positiva, quando na verdade ela performa abaixo do benchmark.

O outro erro é acreditar que carteiras com resultados acima da média são ruins porque não entregam rentabilidades comparadas a “milagres” financeiros. 

Por encontrarem diversos gurus prometendo maneiras de ficar milionário da noite para o dia, é comum novos investidores acreditarem que resultados muito acima da média ainda são ruins.

Para se ter uma ideia, Warren Buffett, considerado o maior investidor de todos os tempos, aumenta, em média, 20% do seu capital por ano.

Ou seja, rentabilizar o capital a 20% ao ano é um resultado bastante expressivo! Nada menos do que o resultado anual de Warren Buffett!

Mas a internet está repleta de pessoas que acham isso pouco.

São pessoas que encontram carteiras de ações com rendimentos na casa de 20%, 25%, 30% ao ano e acreditam que não são bons investimentos, só porque não irão deixá-los milionários em um ano — ainda que esses resultados sejam superiores ao do maior investidor do mundo.

O que faz muita diferença nos investimentos de Buffett é a consistência. Esses ganhos anuais são reflexos da segunda grande lição a aprender neste artigo: é importante perder menos que o mercado.

O grande trunfo de Buffett é a consistência dos seus investimentos. Ele faz 20% ao ano, em média, desde 1970. Isso somente é possível porque, além de ganhar mais do que a bolsa frequentemente, ele perde menos do que seu benchmark em anos que a bolsa cai.

A relação risco x recompensa ao montar uma carteira de ações

Outra questão muito importante é a relação risco x recompensa. Assim como uma boa carteira de ações deve rentabilizar melhor que o benchmark, é desejável que ela também apresente risco menor ou compatível ao da bolsa de valores.

Para exemplificar melhor isso: se eu te dissesse que você pode montar uma carteira de ações que te dá até 1000% de rentabilidade ao ano, mas que pode te fazer perder 99% do seu capital em algum momento, você aceitaria correr esse risco?

Isso não parece razoável, né? Pois você não sabe exatamente quando essa queda de 99% vai acontecer. Ela pode acontecer, inclusive, assim que você acabar de comprar suas ações.

Relação risco X recompensa ao montar uma carteira de ações

É claro que esse é um exemplo bastante extremo, mas dê uma olhadinha neste gráfico, que mostra a evolução dos últimos 3 anos de um dos fundos de ações mais famosos do Brasil:

Gráfico mostrando os resultados de um fundo de ações famoso

Veja que o gráfico apresenta um comportamento de alta bastante longo, mas desaba a partir do primeiro trimestre de 2020, em meio à pandemia do coronavírus.

Nesse exemplo, qualquer pessoa que tenha investido nesse fundo a partir de outubro de 2018 estaria praticamente a zero em maio de 2020, ou seja, teria perdido um ano e meio de rentabilidade.

Pior: quem entrou no topo, no meio de janeiro de 2020, viu seus investimentos caírem praticamente 80% até o final de março.

Uma queda como essa pode gerar um problema grave relacionado ao que chamamos de “buraco exponencial”. Isso significa que quanto maior sua perda, maior o ganho necessário para recuperar o seu investimento. Veja a tabela abaixo:

Evite que sua carteira de ações entre no buraco exponencial

Portanto, no exemplo do fundo de investimentos que mostramos, quem entrou no topo precisaria agora rentabilizar mais de 300% o capital que sobrou apenas para recuperar os seus investimentos.

Mas isso não é motivo para você se assustar. Se você continuar a leitura desse texto até o final, você vai conhecer maneiras de diminuir esse risco. 

Carteira de ações Vs. Fundos de investimentos

Nós mostramos acima um gráfico de um fundo de ações bastante famoso. E sempre que alguém vai começar na renda variável, surge a seguinte dúvida: por que eu deveria montar uma carteira de ações se existem fundos que já fazem isso por mim?

E essa é uma questão realmente relevante.

A verdade é que ambos investimentos tem prós e contras.

Os pontos a favor de montar uma carteira de ações própria são muitos, como o total controle em relação aos seus investimentos e o fato de não pagar taxas de administração e taxas de performance que consomem sua rentabilidade.

Na carteira de ações, o principal ponto contra está bem claro: é você quem vai decidir o que fazer e operar os próprios investimentos. Mas isso também pode ser um ponto a favor quando você analisa os problemas que podem surgir ao investir em um fundo.

Com o fundo de ações, a relação é basicamente a contrária das apontadas acima. O ponto a favor é muito claro: depois de comprar suas cotas (investir seu dinheiro no fundo), você terá pessoas gerenciando a compra e a venda das ações sem se preocupar.

Os pontos contra são o fato de pagar taxas de administração, taxas de performance e ainda ter períodos de cotização e resgate longos.

Por exemplo: se em meio a uma queda abrupta do mercado você decidir que quer retirar o seu dinheiro do fundo, terá que respeitar certos prazos para isso — normalmente mais de 30 dias —, o que pode deixar o valor de resgate do seu capital bastante imprevisível.

Por isso o ponto contra da carteira de ações é, também, uma vantagem. Quando você mesmo monta uma carteira de ações, pode optar por retirar seus investimentos a qualquer momento que desejar, e receberá exatamente o valor do momento em que você liquidou.

Resumindo

Vantagens Carteira de Ações Vantagens Fundo de Ações
– Independência para investir e retirar o seu capital da bolsa a qualquer momento que desejar

– Isenção de taxa de administração

– Isenção de taxa de desempenho, todo o rendimento fica para você

– Você não precisa se preocupar em operar (escolher quais ações comprar e vender), pois outras pessoas farão isso por você
Desvantagens Carteira de Ações Desvantagens Fundos de Ações
– Você que tem que escolher as ações e fazer as operações em uma corretora – Períodos de cotização e retiradas que podem comprometer os seus resultados em momentos de baixas do mercado, o que pode tornar seus resgates imprevisíveis

– Custos com taxa de administração, ou seja, mesmo que o fundo não esteja ganhando, você ainda pagará um percentual do capital investido para a gestora do fundo

– Custos com taxa de desempenho, um grande percentual dos ganhos obtidos fica com a gestora do fundo

Os diferentes tipos de carteira de ações

Existem diferentes tipos de carteiras de ações, as quais você pode escolher para montar a sua. Essencialmente, as carteiras podem estar divididas em duas grandes categorias:

  1. Carteiras de rendimentos
  2. Carteiras de movimento direcional

Parece complicado, mas não é.

As carteiras de rendimentos têm o objetivo de ganhar dinheiro pela posse das ações, e não necessariamente com a valorização das ações em questão. Um exemplo seria a carteira de dividendos, em que o objetivo do investidor é fazer crescer seu patrimônio a partir da distribuição de lucros da empresa.

Na prática, quando você investe em uma carteira como essa é como se quisesse se tornar sócio dessa empresa. Os movimentos de mercado (valorização ou desvalorização das ações) ficam em segundo plano, desde que a empresa esteja distribuindo lucros.

A vantagem desse tipo de carteira é a facilidade operacional, já que, via de regra, as melhores ações para esse tipo de investimento não ficam mudando muito. Outra vantagem é que os dividendos são isentos de imposto.

A desvantagem é que esses ativos costumam ter valorizações menores ao longo do tempo. Além disso, o valor pago em dividendos é sempre corrigido no preço da ação, ou seja, o valor da ação cai quando ocorre o pagamento.

Desse modo, essa é uma estratégia que faz mais sentido para quem tem bastante capital, já que o valor pago pelos dividendos quase sempre são centavos por ação. Crescer o capital dessa maneira leva muito mais tempo do que as carteiras de movimento direcional.

As carteiras de movimento direcional visam ganhar dinheiro com a movimentação dos preços das ações, ou seja, você ganha dinheiro quando as ações dessa carteira se valorizam. Além disso, se você estiver com a posse de uma ação no momento da distribuição de dividendos, você também receberá a sua parte.

Podemos citar 3 exemplos de carteiras de movimento direcional:

  • Carteira de SMALL CAPS
  • Carteira de MID CAPS
  • Carteira de BLUE CHIPS (ou LARGE CAPS)

As diferenças nessas carteiras são o tamanho do capital das empresas e o volume negociado das ações que entrarão em cada carteira.

Comparativo 

Carteira de ações SMALL CAPS

As Small Caps são as empresas da bolsa de valores com menor capital. Não existe um critério totalmente objetivo do que define uma Small Cap. No entanto, em geral, são ações de valor unitário (valor de cada ação) menores e que não fazem parte da lista das mais negociadas na bolsa.

Isso não quer dizer, entretanto, que essas sejam ações de empresas sem valor. Existem diversas Small Caps que são líderes do seu segmento. São exemplos de Small Caps as ações da Minerva (BEEF3), Movida (MOVI3), entre outras.

Vantagens da carteira de SMALL CAPS Desvantagens da carteira de SMALL CAPS
– Alto potencial de valorização

– Compras de lotes cheios são mais acessíveis

– Normalmente apresentam maior volatilidade, com grandes variações percentuais em curtos períodos de tempo;

– Menor liquidez (menos investidores negociando)

Carteira BLUE CHIPS

As Blue Chips são as ações de empresas com as características exatamente contrárias às das Small Caps: são as maiores e mais negociadas empresas da bolsa. São exemplos de Blue Chips as ações dos principais bancos, como Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), e de empresas como a Vale (VALE34) e Petrobras (PETR4).
Vantagens da carteira de BLUE CHIPS Desvantagens da carteira de BLUE CHIPS
– Mais liquidez (mais pessoas negociando esses ativos)

– Menor volatilidade

– Empresas mais sólidas 

– Menor potencial de valorização em curtos períodos

– Rendimentos mais próximos aos do IBOV (benchmark), já são as empresas que fazem parte do cálculo do índice

Carteira de ações MID CAPS

As Mid Caps são as ações que estão exatamente no meio do caminho, entre as Blue Chips e as Small Caps. Normalmente são compostas de ativos que podem figurar entre as Blue Chips, bem como apresentar ativos das maiores empresas das Small Caps. São exemplos de MID Caps as ações da Kepler (KEPL3) e Randon (RAPT4).
Vantagens da carteira MID Caps Desvantagens da carteira MID Caps
– Potencial de valorização muito acima da bolsa de valores

– Descorrelação com o IBOV, pode apresentar valorizações enquanto o índice da bolsa está caindo

– Boa liquidez

– Pode apresentar desvalorização maior que o do índice da bolsa

– Descorrelação com o IBOV, pode apresentar resultados negativos enquanto a bolsa está subindo

 

Outra característica que pode definir ou diferenciar uma carteira de ação de outra é o tempo em que você fica com essas ações.

Você pode escolher uma carteira que fique semanas, meses ou até anos com as ações que comprou.

Aliás, quando você começa a buscar mais informações sobre bolsa de valores, é muito comum encontrar analistas dizendo que bolsa é investimento de longo prazo e, portanto, que você deve ficar com uma ação por no mínimo 5 anos.

Essa é quase sempre uma meia verdade. A verdade é: a bolsa realmente deve ser encarada como um investimento de longo prazo. E isso, pelo fato de que no curto prazo pode haver variações negativas nas suas ações.

Porém, quando olhamos em um horizonte de tempo maior, é mais provável que, se você comprou boas ações, elas compensem esses períodos.

No entanto, não existe uma regra que determine que você fique posicionado por 5 anos com uma mesma ação. Normalmente, analistas dizem isso como defesa para quando a ação não se valoriza como o esperado.

Às vezes a ação recomendada fica de lado por anos consecutivos, ou mesmo sofre desvalorizações. Nesse caso, responder que ações são investimentos para 5 anos vem a calhar.

Mas esperar 5 anos para confirmar que suas ações não se valorizaram tanto quanto esperado, não é conveniente.

Independentemente do tempo que você vai ficar no mercado, é necessário ter critérios objetivos para definir a hora de comprar, permanecer ou vender as ações (o que veremos adiante).

Uma boa carteira de ações irá manter você posicionado na bolsa, mas trocando periodicamente as ações que você têm.

Vamos dar um exemplo bastante simples com dois retratos diferentes de tempo da ação ITUB4 entre 2011 e 2016. A ITUB4 é a ação do Banco Itaú, uma das mais recomendadas pelos analistas. No gráfico abaixo, você vê a valorização mensal dela nesse período: 

Evolução mensal da ação ITUB4

No total, em meio a diversas oscilações, a ação se valorizou 10,87% nesses 5 anos. É um rendimento baixo para um longo período em relação ao risco assumido. Agora, vamos mostrar um gráfico dessa mesma ação, no mesmo período, mas olhando a performance semanal dela:

Evolução semanal ação ITUB4

Note que nesse mesmo período temos pelo menos 6 tendências claras de alta, todas com mais de 20% de valorização (uma delas com mais de 50%). 

Isso significa que se o investidor tivesse acertado uma única tendência dessas (em vez de ficar 5 anos posicionado na mesma ação) teria tido, no mínimo, o dobro do resultado com esse mesmo ativo. Essa é uma conta que muita gente deixa de fazer, que é o custo de oportunidade. 

Comprar uma série de ações e simplesmente se esquecer delas, deixando todo o seu dinheiro “parado” nesses ativos, ainda que possa oferecer resultados positivos, faz você não aproveitar momentos de valorização em ações que estão em tendência de alta, deixando muito dinheiro na mesa.

Nós sempre reforçamos: é impossível prever o futuro. Sendo assim, o ideal é dividir o seu capital entre diferentes tipos de carteira (ou de investimentos), tentando maximizar as vantagens de cada uma e neutralizar suas desvantagens.

Por exemplo, você pode explorar o potencial de valorização das small caps e controlar o risco das operações, definindo limites toleráveis de perda; ou aproveitar a liquidez das blue chips escolhendo as que estão com maior potencial de alta em cada momento.

Aliás, no último tópico do texto daremos uma dica de como encontrar essas ações!

E agora que você já conhece alguns dos diferentes tipos de carteira de ações disponíveis, chegou a hora do passo a passo de como montar a sua.

Na abordagem quantitativa, nós acreditamos que alguns passos são essenciais para definir uma estratégia clara de como montar uma carteira de ações:

  • Quantas ações ter na carteira,
  • Como escolher essas ações,
  • Quando dinheiro investir em cada ação e
  • Quando manter ou trocar as ações.

Confira cada um desses itens:

  1. Quantas ações diferentes ter na carteira

Dois erros comuns ao montar uma carteira de ações são extremos opostos: o caso dos investidores que não diversificam suas ações, concentrando o dinheiro todo em um ou dois ativos, e o caso dos investidores que diversificam demais, pulverizando seus investimento em 15 ou 20 ativos.

No primeiro caso, o grande problema é o aumento do risco operacional. Por exemplo, se você tem R$ 10 mil igualmente divididos em apenas duas ações, qualquer oscilação um pouco maior em qualquer uma delas pode causar impacto significativo em seu capital.

Imagine que você tivesse R$ 5 mil em ações da Petrobras e R$ 5 mil em ações do Itaú e passasse pela greve dos caminhoneiros de 2018, quando as ações da Petrobras caíram cerca de 40% em poucos dias, essa desvalorização sozinha já teria um impacto de 20% no seu capital total.

No segundo caso, quando você pulveriza demais os investimentos, embora haja uma diluição dos seus riscos, acaba por ter uma carteira de ações com performance normalmente mais próxima do IBOV. Se a ideia é essa, é operacionalmente mais fácil investir em uma ETF, que replica os rendimentos do índice.

Porém, se o seu objetivo é ter uma carteira de ações que se valorize mais do que o índice, ter muitas ações diferentes acaba não sendo uma boa estratégia.

Em nossa experiência, carteiras de ações que têm entre 4 e 7 ativos são as que estatisticamente apresentam melhor performance.

Mas tem uma dica importante aqui: a escolha das ações tem que levar em consideração também o seu segmento. Não é aconselhável você ter 5 ações diferentes se todas forem de banco ou se todas forem de varejo, por exemplo, pois qualquer notícia que afete o setor dessas empresas deverá impactar toda a sua carteira de uma vez.

  1. Como escolher as ações da sua carteira

Ok, até aqui falamos de coisas importantes, mas nada muito prático ainda. Vamos supor que você analisou bem cada uma das opções e decidiu que quer montar uma carteira de ações Blue Chips.

Como encontrar as ações certas para sua carteira? Ou seja, escolher as ações que mais vão se valorizar?

Quando você entra nessa questão, frequentemente vai se deparar com diferentes escolas. Vai encontrar, por exemplo, analistas técnicos demonstrando como os padrões gráficos são as respostas para resolver essa pergunta.

Por outro lado, vai encontrar também os fundamentalistas dizendo que os melhores investimentos são os de longo prazo, por isso é necessário entender os fundamentos da empresa, ler balancetes, entender a relação preço x lucro da ação etc.

Na Rocktrade, nós compreendemos o valor desses dois tipos de análise. Mas utilizamos aqui a análise quantitativa, que faz uso tanto da análise gráfica quanto de fundamentos técnicos. Basicamente, qualquer informação que possa ser quantificada (transformada em números) são usadas nessa análise.

E para poder fazer todas as operações matemáticas envolvidas em uma análise quantitativa, nós utilizamos, é claro, o poder computacional a nosso favor.

Isso é feito definindo regras essenciais e validando estatisticamente as estratégias advindas dessas regras. O que é feito processando um grande histórico de dados da bolsa, além de outras bases de dados.

Antes de olhar para o futuro, o que também fazemos, é muito importante responder primeiro como essa estratégia teria se comportado no passado. 

Afinal, se nem no passado sua estratégia teria funcionado, qual a esperança dela funcionar no futuro? E para isso, é importante utilizar a tecnologia que já está disponível para nos ajudar. O que nos garante investimentos feitos de forma totalmente racional, sem viés emocional. 

O desempenho passado é o melhor indicador de sucesso

Jim Simons, investidor quantitativo recordista em rentabilidade na bolsa dos Estados Unidos

É isso que permite olhar periodicamente a bolsa (uma vez por mês ou por semana, por exemplo) e identificar, entre os mais de 2 mil papéis disponíveis, quais os 5 com maior potencial de valorização no momento.

Mas não vamos nos prolongar muito sobre a análise quantitativa aqui. Se você quiser saber mais detalhes de como ela funciona, recomendamos que você assista ao vídeo abaixo:

  1. Quanto dinheiro investir ao montar uma carteira de ações

Você já deve estar cansado de ouvir, mas não custa lembrar sempre: bolsa de valores (e renda variável, em geral) apresenta riscos. Portanto, o dinheiro para esse tipo de investimentos não é o da reserva de emergência ou o que você pode precisar a qualquer momento.

É preciso estar ciente de oscilações negativas acontecem. Não é possível prever exatamente se uma ação irá subir imediatamente. Existe a chance de que alguma coisa no cenário mude, e a ação com bom potencial que você escolheu não concretize sua valorização.

Sendo assim, a questão que fica é: o quanto você aceita arriscar, ou seja, o quanto você aceita perder no curto prazo, ou em uma operação, para poder conseguir boas rentabilidades em mais longo prazo?

Essa resposta somente você é quem vai poder dizer. E esse valor está intimamente ligado ao capital que você deve destinar à bolsa de valores.

Se você irá correr mais riscos, o capital destinado às operações em bolsa deve ser relativamente menor em relação ao seu patrimônio. Mas é você quem define isso.

Dito isso, podemos avançar na questão do quanto do seu capital disponibilizar em cada uma das ações. Aqui, mais uma vez a ideia é diversificar o seu investimento, dividindo o seu capital entre as ações da carteira.

Afinal, pouco adiantaria você ter uma carteira de 5 ações se você tiver 80% do seu capital concentrado em apenas uma delas. 

Então, a maneira mais fácil de se fazer isso é simplesmente dividir o seu dinheiro igualmente entre todas ações. Isso irá diluir o risco da carteira e aumentar a chance de você ter ações se valorizando. O que faz você ganhar dinheiro.

Em uma carteira com 5 ações, com o capital igualmente dividido entre elas, o impacto do resultado de cada ação irá contar em apenas 20% do seu capital.

No exemplo que citamos da greve dos caminhoneiros no tópico de como escolher as ações, a queda de 40% da Petrobras citada resultaria em apenas 8% de impacto negativo na sua carteira. Esse é um resultado que poderia ser compensado com a valorização das outras ações.

Outro ponto é que você pode limitar essa desvalorização utilizando um mecanismo conhecido como Stop Loss. Stop Loss é um termo muito importante no mercado, e é bom você se acostumar com ele, pois ele é o limite de perda que você define para uma operação.

No mesmo exemplo da Petrobras, você poderia achar que 40% de perda em uma única ação é um risco acima do que você quer correr. 

Mas como você pretende ficar posicionado no mercado e aceitar uma volatilidade maior, você poderia definir, por exemplo, que aceitaria que uma ação perdesse até 20% do seu valor. Esse, então, é o risco máximo por operação que você aceita, ou seja, o seu limite de perda na operação.

Vamos supor que a ação da Petrobras esteja custando R$ 20. Você define, então, que R$ 4 de desvalorização (20%) é o máximo que você vai aceitar perder para então encerrar essa operação. Sendo assim, o seu Stop Loss será o valor de R$ 16.

Assim que a ação atingir esse valor, você encerra a operação e faz a venda dos papéis. Fazendo isso você está evitando perdas maiores do que o limite que você definiu. 

Você pode deixar esse Stop Loss automático na sua corretora ou simplesmente acompanhar as suas ações em uma planilha, interrompendo as perdas quando uma delas atinge o seu limite.

Cabe destacar que, neste exemplo, estamos trabalhando com a ideia de uma carteira de 5 ações com o seu dinheiro igualmente dividido. Portanto, mesmo uma queda de 20% (que pode parecer muito), representaria apenas 5% de impacto no seu investimento total.

  1. Quando manter ou trocar as ações da minha carteira?

Depois de conhecer todos esses conceitos, enfim você terminou de montar sua carteira de ações e fez a compra dos ativos em sua corretora. E agora? Você vai deixá-las lá e se esquecer delas? De jeito nenhum! Agora é hora de acompanhar essas operações.

A partir do momento que você faz a compra das ações, você tem 3 cenários que podem se apresentar:

  1. As ações podem cair;
  2. As ações podem subir; 
  3. As ações podem andar de lado, sem ter nenhuma variação considerável de valor.

A metodologia quantitativa tem uma regra de ouro: cortar rapidamente as perdas e deixar os lucros correrem. Por isso, no primeiro cenário, está claro o que fazer. 

Se sua ação atingiu o seu Stop Loss, você deve vender essa ação sem se deixar levar pelo emocional. Ou seja, você nunca deve se apegar às ações compradas. Quando você não respeita o seu Stop Loss, e não encerra uma operação, você corre um grande risco! O risco de se tornar um investidor arrojado nas perdas. Em outras palavras, um investidor que deixa as perdas correrem.

Em relação ao segundo cenário, também não é desejável que você venda rapidamente as ações que apenas começaram a se valorizar. Isso te transformaria em um investidor conservador nos lucros. Ou seja, que corta os lucros rapidamente. Mas lembre-se da regra de ouro: é preciso deixá-los correrem!

Mas como fazer isso?

Uma técnica eficiente usada por nós na Rocktrade é movimentar o Stop Loss — sempre para cima, é claro! É o que chamamos de Stop Loss móvel. Essa técnica consiste em aumentar o preço do Stop Loss quando sua ação se valoriza, isso preserva uma boa parte do seu lucro, ao mesmo tempo em que deixa a ação se valorizar indefinidamente.

Por exemplo: você compra uma ação a R$ 10 e define o seu Stop em R$ 9. Passado alguns dias, essa ação se valorizou e atingiu R$ 11. Agora você pode ajustar o preço de seu Stop, subindo o valor dele para R$ 10. 

E continua fazendo isso sucessivamente, de modo que o Stop cumpre o papel de preservar o seu lucro. Se a ação continuar a subir, você continua a subir o seu Stop. Se ela em algum momento começar a cair, a ponto do preço da ação atingir o último valor do Stop, é chegada a hora de vender o ativo e embolsar o lucro.

Veja um exemplo de como funciona um stop loss na prática:

Como montar uma carteira de ações - o stop loss móvel

Como você pode ver na figura acima, após a Entrada na operação, ou seja, da compra desta ação específica, o Stop Loss (limite de perda) foi definido e, enquanto a ação se valorizava, o Stop Loss era redefinido para proteger parte do lucro.

Por fim, temos o último cenário. Pode ser que nada aconteça com a ação durante um bom tempo. Nesse caso, vem a questão do fator oportunidade que citamos acima. Em algum momento você terá que trocar essa ação.

Caso contrário você irá permanecer com o seu dinheiro parado nesse papel enquanto provavelmente está perdendo as oportunidades das valorizações de outras ações.

E essa não é uma regra estática. Nem sempre você vai comprar a ação e ela simplesmente não sairá do lugar. Pode ser que você tenha uma ação que se valorize no começo, mas que depois pare de se valorizar e comece a andar de lado.

Se ela perder força dessa maneira, pode ser um bom momento para trocá-la. Por isso é importante ter um critério temporal nessa análise (semanal, mensal, trimestral etc.). Assim, de tempos em tempos você pode olhar suas ações e para o mercado e assim definir se é melhor permanecer com elas ou fazer uma troca.

Mais uma vez falando da nossa experiência na Rocktrade, acreditamos que a melhor forma de montar uma carteira de ações é procurar os ativos em tendência de alta, fazendo uma ranqueamento das ações com maior potencial de valorização para as com menor potencial.

As ações mais bem ranqueadas são as que entram na carteira.

De tempos em tempos — somos a favor da análise mensal —, verificamos se as tendências das ações da carteira perderam força e olhamos no mercado se há melhores opções.

Assim, as trocas acontecem ou quando o Stop Loss é atingido ou quando a tendência perde força, buscando deixar a carteira de ações sempre com os 5 melhores papeis.

Por onde começar?

Se você está começando agora na bolsa de valores e ainda não tem nenhuma carteira de ações, nós recomendamos que você comece com uma carteira de BLUE CHIPS.

E isso porque seus resultados deverão ser mais correlacionados com a bolsa de valores, ou seja, quando a bolsa sobe, você deverá subir com ela. E quando ela cai, seu desafio é encontrar as ações que irão oferecer resultados melhores do que o índice!

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Os resultados comprovam a eficiência dos robôs da BIG ROCKS:

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  • 40,31% em 2018
  • 540% em 8 anos

Veja o gráfico de rentabilidade da BIG ROCKS desde o início de 2018 e compare com o IBOV, o índice da nossa bolsa.

Resultados mostram porquê a BIG Rocks é a melhor carteira de ação do mercado

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