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Como Investir

5 diferentes formas de como operar na bolsa de valores

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Seja você um investidor experiente, seja você um novato no mercado de ações, é comum a dúvida sobre quais são as diferentes formas de como operar na bolsa de valores.

Isso porque o mercado de ações é um ambiente repleto de oportunidades e de riscos.

Assim, todo mundo busca entender qual é a melhor maneira de aproveitar o máximo do potencial do dinheiro que está “voando” por aí de mão em mão, mas para isso é fundamental encontrar uma forma de investimento adequada ao seu perfil.

Neste texto, falaremos sobre as 5 diferentes formas mais utilizadas pelos investidores de como operar na bolsa de valores: buy & hold, position, swing, daytrade e scalping.

No fim das contas, existe uma regra básica que rege toda a renda variável: os ganhos vêm dos movimentos de preços das ações. E essas variações acontecem no decorrer do tempo.

Sendo assim, existe uma relação entre a rentabilidade de uma operação e o tempo que ela dura. Embora haja exceções.

Cabe ao investidor entender qual o tempo ótimo entre os lucros desejados e o tempo necessário para obtê-los.

Assim, as formas de como operar na bolsa de valores se dividem basicamente em janelas temporais. Continue a leitura para conhecê-las e ainda descobrir os prós e contras de cada uma:

1. Buy & Hold

O nome buy & hold já explica bem como essa estratégia funciona: compre e segure.

Essa é uma forma de operação na bolsa de valores na qual o investidor escolhe a ações de empresas mais sólidas ou com grande potencial. E com o objetivo de ficar com ela por muitos anos.

É, portanto, uma estratégia de operação no mercado de ações de longo ou longuíssimo prazo.

Normalmente, quem opta por esse tipo de método busca garantir um objetivo financeiro para o futuro.

Muitas vezes, essa é uma estratégia utilizada em composição de carteira, junto a outras formas de como operar na bolsa de valores.

Esse tipo de investimento é bastante disseminado em países de economias fortes, como os Estados Unidos, onde a menor incerteza e o menor temor sobre a economia deixam a renda fixa menos atrativa. Como consequência, a oferta de produtos de renda variável são mais abundantes.

Em países de economia forte, esses investidores colocam parte das suas economias para comprar ações com a intenção de ficar com elas por 15, 20, 30 anos, confiando no poder da valorização de longo prazo.

Os objetivos são variados, como custear a faculdade dos filhos, ter uma aposentadoria mais confortável, obter ganhos com os dividendos, entre outras coisas.

É uma forma de como operar na bolsa de valores relativamente cômoda.

Após a escolha da empresa em que se vai investir, o investidor pode acompanhar a bolsa mais de longe, não se preocupando tanto com a volatilidade momentânea e as oscilações do mercado, já que o seu foco está no longo prazo.

Na verdade, o maior problema desse investimento está em como realmente saber quais empresas são sólidas a ponto de se confiar nelas por décadas.

Isso porque o investidor pode se colocar em um paradoxo: quanto mais cedo ele comprar a ação, maior será a valorização do seu capital em algumas décadas.

Entretanto, comprar ação de empresas “novas” na bolsa pode expor seu capital a maiores riscos, já que há maior incerteza sobre a capacidade dessas empresas em se adaptarem às mudanças de mercado no longo prazo.

Basta se lembrar que telefone fixo já foi considerado um bem e que vídeo-cassete morreu na década de 90. Nem todas as empresas da época sobreviveram a mudanças assim…

Por outro lado, empresas já conhecidas costumam ter ações a um preço mais elevado e, embora possam continuar se valorizando, o efeito percentual de cada centavo que a ação sobe é menor. Além disso, o crescimento exponencial acelerado delas muitas vezes já passou.

Então, quando a escolha é certeira, o potencial de valorização é grande. No entanto, caso o investidor “erre”, ele terá desperdiçado tempo e dinheiro em uma empresa que não deu resultados.

Veja o gráfico abaixo como exemplo, com a evolução das ações da Magazine Luiza (MGLU3) de maio de 2011 a setembro de 2019.

como-operar-na-bolsa-de-valores-grafico-magazine-luiza

Crescimento das ações da Magazine Luiza

Se você tivesse acreditado no potencial de valorização da empresa, teria experimentado mais de 1750% de valorização do seu capital.

Como exemplo, se você tivesse investido R$ 10 mil na Magazine Luiza, em apenas 8 anos (período relativamente curto para buy & hold) você já teria R$ 185 mil em ações.

A grande questão é: e se o movimento for para o lado contrário? É o que aconteceu com a Rossi (RSID3), uma empresa de consultoria, entre janeiro de 2010 e outubro de 2019:

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Buy & Hold das ações da Rossi

Os mesmos R$ 10 mil seriam apenas R$ 549. É claro que o investidor dessa empresa poderia ter “desistido” e saído das ações em algum momento.

Mas qual seria o critério? Quando ele deveria desistir das ações, se seu objetivo era de longo prazo?

De qualquer forma, o investidor teria tomado um grande prejuízo até tomar essa decisão. E, com certeza, teria perdido anos nesse investimento.

2. Position

Operar em position, ou seja, ficar posicionado, é uma forma de investimento com vista de médio prazo (em geral, meses).

Os investidores que operam dessa forma na bolsa de valores estabelecem suas carteiras e ficam posicionado nelas enquanto não houver necessidade de troca de ativos.

Normalmente, o grande objetivo nessa modalidade é superar o índice da bolsa. Isso porque no ao longo do tempo, a bolsa de valores tende a oferecer melhores rentabilidades do que a renda fixa.

Sendo assim, o desafio é obter rentabilidades ainda maiores, escolhendo as ações que apresentem valorizações acima da média.

É comum que os investidores que optam pelo position trade façam a programação das suas carteiras sob um período definido de tempo e as analisem periodicamente, observando como foi a movimentação do mercado para decidir se vão trocar alguma ação.

Um exemplo é: programar uma carteira mensal e fazer uma análise do desempenho das ações semanalmente.

Normalmente, os investidores que operam em position definem limites de perda (stoploss) um pouco mais “flexíveis”, ou seja, mais longe do preço de compra da ação do que em outras formas de como operar na bolsa de valores.

Isso é para garantir que eles não sejam obrigados a sair dos ativos por causa de pequenas oscilações do mercado.

Essa é uma ótima opção para quem está iniciando as operações na bolsa ou para quem quer ter um portfólio de ações em constante valorização.

E é bastante adequada a quem não tem muito tempo para ficar acompanhando o mercado, passando horas diárias em frente ao computador para definir as compras e vendas.

Nesse tipo de operação, bastam algumas horas no fim de semana para verificar os resultados da carteira e programar as operações da próxima semana.

Outra opção é contar com uma recomendação de investimento, como é o caso da carteira de ações Big Rocks, e gastar segundos para saber quais e quantas ações comprar.

A carteira de ação é uma excelente forma de operar na bolsa de valores. Clique para saber como montar uma!

3. Swing trade

Outra maneira de como operar na bolsa é o swing trade.

Diferentemente do position, no swing trade a entrada e a saída dos ativos podem ocorrer em um intervalo de dias ou até ficar meses ou anos nas mãos do investidor. Tudo vai depender de como as ações vão se comportar.

O desafio dessa forma de operar na bolsa é encontrar boas oportunidades de trades. Por isso, é comum que quem opera dessa forma na bolsa de valores utilize estratégias seguidoras de tendência.

O objetivo é enxergar ações em movimento de alta para aproveitar a tendência.

Assim, o investidor compra a ação quando ela apresenta um sinal de entrada e vende quando decide que é hora de encerrar a operação, ficando líquido no mercado. É desse balanço que vem o nome swing.

Por haver mais negócios do que nas estratégias citadas acima, no swing trade é ainda mais importante controlar o risco das operações, cortando rapidamente as perdas para que elas não gerem impacto irreversível no seu capital.

Já os trades positivos podem ficar bastante tempo nas mãos do investidor, a fim de que ele aproveite a tendência de alta da ação para ganhar o máximo possível.

Desse modo, esse tipo de operação permite ganhos expressivos ao mesmo tempo em que protege de forma mais eficiente o capital do investidor.

Por ter um fluxo maior de entrada e saída de ações, entrar na bolsa de valores fazendo swing trade vai dar um pouco mais de trabalho do que em position.

Isso porque essa forma de como operar na bolsa de valores exige atenção diária do investidor, ainda que ele possa fazer tudo isso em alguns minutos ou no máximo em poucas horas.

Apenas o tempo necessário para analisar os resultados do dia anterior e programar as decisões do próximo dia.

De qualquer forma, existem opções como o Método Atlântico, uma poderosa estratégia seguidora de tendência que já faz tudo isso por você!

O Método Atlântico encontra as ações em tendência de alta a partir de modelos quantitativos, estatísticos e matemáticos.

A partir disso, ele dimensiona a posição de cada ação de acordo com o seu capital disponível; e indica o momento de entrar, de sair.

Também avisa quando a operação apresenta risco ou não.

4. Daytrade

Quem decide operar na bolsa de valores com o daytrade segue a mesma premissa do swing trade: comprar uma ação com a expectativa de que ela vai se valorizar e vendê-la.

Mas tem uma diferença. Eles fazem isso dentro de um mesmo dia.

Ou seja: um daytrader pode comprar uma ação às 11h e vendê-la às 15h.  O que diferencia o daytrade é a característica de sempre zerar a posição, antes do dia terminar.

Quem utiliza essa forma de operar na bolsa sempre passa a noite com o dinheiro líquido “no bolso”. Isso significa encerrar o dia sem nenhum papel nas mãos. O desafio é lucrar com os eventos e os movimentos que acontecem dentro de um mesmo pregão.

Esse tipo de operação normalmente se traduz na forma de operações alavancadas (no mercado futuro) ou com posições muito grandes, já que as variações dentro de um mesmo dia são muito menores do que as que um ativo pode apresentar em dias, meses ou anos.

Com variações muito pequenas dentro do dia (tipicamente), é preciso movimentar um capital bastante volumoso para que os resultados financeiros das operações valham o tempo demandado na frente do computador durante o dia.

Também é preciso ter uma atenção enorme ao controle de risco. Isso porque quando você movimenta quantias muito grande de dinheiro e faz diversas operações por dia, uma variação repentina do mercado pode resultar em grande impacto no seu capital.

Além de poder devolver para o mercado tudo o que você ganhou no mês.

Outro ponto é que isso implica em muitas operações, o que acaba aumentando o valor gasto em corretagem e emolumentos, por exemplo.

Obviamente, esse também é um modelo destinado a quem vai se dedicar exclusivamente à bolsa de valores.

É necessário ter atenção total aos ativos para conseguir identificar o mais rápido possível os movimentos dos papéis enquanto ainda estão começando, pois o tempo para ganhar dinheiro é curto.

5. Scalping

O scalping é o “daytrade” elevado ao extremo. Se no daytrade as ações são compradas e vendidas em intervalos de horas, no scalping esse tipo de operação pode durar segundos!

Isso mesmo: o scalper pode comprar um ativo agora e vendê-lo daqui 10s, 20s, 60s. Essa é uma estratégia de como operar na bolsa de valores que exige atenção total, muita experiência no mercado, bastante estudo e controle de risco extremamente rígido.

O foco de quem utiliza esse método no mercado de ações está nas micro oportunidades que aparecem durante o dia. E eles podem realizar dezenas delas em um curto período.

Apesar de tentarem ser certeiros na operação, esses traders também precisam movimentar um grande capital para conseguir um lucro que valha a pena.

Normalmente, variações de R$ 0,03 em uma ação, 1 ponto no contrato de dólar futuro ou alguns pontos em contratos futuros de índice já são o suficiente para a venda de um ativo.

Essa também é uma forma que permite ganhos volumosos na bolsa de valores, mas que expõe o operador a um risco consideravelmente maior.

Realmente, em qualquer mínimo descuido ou mesmo uma queda repentina na sua internet pode comprometer todo o lucro do mês, sendo necessário muito controle emocional e capital para suportar as oscilações.

E qual a melhor estratégia de como operar na bolsa de valores?

Como você observou, existem diferentes formas de como operar na bolsa de valores. Mas a questão é: qual delas é a melhor?

Todas elas têm prós e contras. Então, a resposta para isso está na sua própria necessidade e nos seus objetivos ao entrar no mercado de ações.

Se você quer simplesmente aumentar seus rendimentos e construir patrimônio, diversificando seus investimentos para além da renda fixa, operações em position e swing trade são excelentes opções.

Se você tem um objetivo de longuíssimo prazo, buy & hold pode fazer sentido para você. Agora, se você busca fazer da bolsa de valores a sua fonte de renda principal, ou seja, você quer viver da bolsa, o daytrade e o scalping podem ser opções para você.

Mas é importante salientar que o percentual de pessoas que realmente consegue viver de daytrade é extremamente baixo.

Seja qual for a sua escolha, o seu objetivo e a sua necessidade, qualquer dessas opções implica em entender as características de cada operação, as metodologias de análise e a oscilação da renda variável.

Vale lembrar que uma forma de operação não exclui a outra. Você não precisa ficar preso a apenas um jeito de operar na bolsa de valores. 

Ao optar por utilizar mais de uma estratégia, você faz o que é conhecido por composição de estratégias. Desse modo, você poderá utilizar mais de uma dessas formas de operar. 

Quando você compõe estratégias, o resultado esperado é uma rentabilidade total mais consistente — com maior lucro e menores perdas.

Muitos investidores de sucesso utilizam esse tipo de tática. Por exemplo: constroem carteiras para ficar posicionado durante o mês, operam em swing trade e ainda buscam valorizações para um futuro mais distante, fazendo buy & hold de algumas ações.

Dessa forma, eles garantem que as oscilações afetarão menos o resultado anual de seu capital. Em resumo, eles não pensam apenas em como ganhar o jogo.

Eles querem vencer o campeonato. O que nesse caso significa ficar rico com a bolsa, buscando formas de terem resultados positivos consistentemente.

E então: agora que você conhece esses métodos, já decidiu a sua forma de como operar na bolsa de valores? Comente no post aqui e compartilhe a sua experiência. E se quiser ver mais posts como esse, não deixe de seguir a Rocktrade nas redes sociais. Nós estamos no Facebook, no Instagram e no Youtube.

2 Comentários

2 Comments

  1. Jonathan P.

    24/09/2020 em 23:28

    Diferenciado, coisas desse tipo que nos faz continuar procurando através das pesquisas na internet.

    Obrigado por compartilhar!

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Como conseguir R$ 1 milhão começando com pouco?

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Descubra como conseguir R$ 1 milhão começando com pouco

A marca de R$ 1 milhão é algo muito forte na mentalidade do brasileiro. Para muitas pessoas, esse valor é quase um objetivo para uma transição de vida: tornar-se um milionário. Mas como conseguir R$ 1 milhão começando com pouco

Seria mesmo possível?

É sobre isso que falaremos neste texto. Desde já, podemos afirmar: essa é uma meta nada impossível de ser atingida, mas exige comprometimento, constância e visão de longo prazo — e é justamente essa questão do tempo o que poucas pessoas enxergam.

Basicamente, o tempo faz os juros compostos trabalharem por você. E quando você coloca isso no papel, vai perceber como isso é poderoso.

Mas, antes, vamos explicar qual é a maneira que você não conseguirá ficar milionário: na renda fixa.

Para efeito de comparação, se você aplicasse inicialmente R$ 5 mil e aportasse R$ 500 mensalmente, ou seja, todos os meses você aumentasse em mais R$ 500 os seus investimentos, teria um resultado mais ou menos como esse ao longo do tempo:

Você jamais vai saber como conseguir R$ 1 milhão investindo apenas na renda fixa

O gráfico acima leva em conta uma aplicação de renda fixa que rentabiliza 120% do CDI atual, com a taxa básica de juros (SELIC) em 2%. Para atingir a marca do milhão, seriam necessários 741 meses — praticamente 62 anos.

Ou seja, se você não começou a investir antes dos 8 anos, não conseguiria atingir a marca antes dos 70…

Muito esforço para ter pouco tempo aproveitando a sua vida de milionário, não é mesmo?

Além disso, como já mostramos no artigo sobre a importância da carteira de ações esse valor também já não rende mais como antigamente. 

Gráfico mostra o quanto você teria de rendimento mensal na renda fixa se conseguisse o primeiro milhão

Note que em um passado não muito distante, em meados de 2016, R$ 1 milhão aplicados em renda fixa conseguiam facilmente uma rentabilidade de R$ 13.200 mensais.

É um valor substancial para uma aposentadoria e bastante conveniente tratando-se de uma renda passiva e praticamente sem riscos. Mas isso acabou.

Com a SELIC no patamar dos 2% em setembro de 2020, esse mesmo R$ 1 milhão renderia apenas R$ 1.900 em uma aplicação semelhante.

Pense no esforço que você tem para atingir essa marca para, depois, ter essa rentabilidade no mês. Não parece tão vantajoso, não é?

Mas este artigo não é para te desanimar. Existe uma saída para conseguir o primeiro milhão e continuar a obter boas rentabilidades após isso. É o que falaremos a partir de agora.

Pequenas mudanças de hábitos ajudam na rota de como conseguir R$ 1 milhão

Antes de mais nada, é importante ressaltar que não existe uma fórmula mágica para se tornar milionário. Você provavelmente não conseguirá sair do mil ao milhão em 1 ano.

Eu sei que você gostaria muito disso — todos nós gostaríamos — e que você já deve ter visto várias promessas de gurus de investimento mostrando “como é fácil”. Mas você deve imaginar que algo assim não é viável — e aconselhamos fugir de quem promete dinheiro fácil dessa maneira.

Esse é um objetivo que deve ser perseguido com pequenas mudanças de hábitos e uma visão de longo prazo.

A mudança de hábito começa pela cultura de poupar. Se você não faz isso atualmente, é importante começar já, pois só assim conseguirá se tornar milionário no futuro.

No best seller Pai Rico, Pai Pobre, Robert Kiyosaki destaca que uma diferença fundamental dos ricos para a classe média é o pensamento de poupar primeiro e gastar depois.

Isso pode parecer bastante óbvio, mas tem uma pequena nuance importante de ser observada. 

Você não vai adquirir uma mentalidade de investidor guardando o dinheiro que “sobra” no final do mês. 

Você adquire isso planejando o seu mês para que consiga guardar ao menos certa quantia, adaptando o seu modo de vida para que isso seja possível. 

Ou seja, você primeiro pensa no quanto quer investir, depois adapta os seus gastos para permitir isso. Todos os meses.

Outro ponto importante está justamente na diferença entre “poupar” e “investir”, que são coisas conceitualmente diferentes:

Entender a diferença entre "poupar" e "investir" é fundamental para você descobrir como conseguir R$ 1 milhão

Se a sua ideia for apenas guardar dinheiro, você está poupando. Então, em uma eventualidade, você tem dinheiro guardado para utilizar.

Investir vai além disso. Investir significa colocar o dinheiro para trabalhar para você, ou seja, fazer dinheiro render mais dinheiro.

Infelizmente, isso é pouco falado no Brasil, um País onde a educação financeira ainda é muito incipiente. 

Não à toa, o produto onde os brasileiros mais “investem” dinheiro é na caderneta de poupança. Como o próprio nome já diz, a poupança é um lugar apenas para poupar, guardar dinheiro. Não é um produto realmente de investimento.

Então, não é uma coincidência que esse seja um produto com rendimento real negativo (os juros são menores do que a inflação). 

Em outro best seller, o livro Do mil ao milhão — sem cortar o cafezinho, Thiago Nigro defende que um bom planejamento financeiro leva em conta a seguinte distribuição do rendimento mensal de quem deseja se tornar milionário no futuro:

Ter parte do seu salário focado em investimentos é essencial para alcançar o primeiro milhão

Despesas essenciais, na visão de Nigro, são aquelas que você não pode viver sem e não consegue alterar em curto prazo, como moradia, transporte, filhos etc.

As não essenciais são aquelas que a qualquer momento você poderia cortar ou adiar, como um curso extracurricular, uma academia, a troca do carro, entre outros. 

Vale destacar que a definição do que é essencial ou não essencial é bastante particular. Uma pessoa pode achar que academia é essencial, enquanto outra não; a Netflix pode ser essencial para um e não para outro.

Os gastos livres são aqueles com os quais você não tem comprometimento nenhum. Compras de coisas não tão necessárias durante o mês, lazer, enfim, um dinheiro reservado para gastar como quiser.

Por fim — e talvez o mais importante — uma reserva de 30% do seu salário (ou dos seus rendimentos) todos os meses com o único objetivo de investir. 

É a somatória desse valor ao longo de vários anos que leva ao caminho do milhão. E quando você enxerga o valor do dinheiro ao longo do tempo, coisas interessantes acontecem.

O megainvestidor Warren Buffett talvez seja o maior exemplo disso. Sempre na lista dos homens mais ricos do mundo, a maior parte de sua fortuna bilionária surgiu após seus 60 anos (e depois de vários e vários anos investindo).

Em sua biografia, amigos e familiares relatam que várias vezes já o ouviram questionar coisas como: “Eu realmente quero gastar US$ 300 mil neste corte de cabelo?”

Essa era a visão dele sobre gastos não essenciais ao longo do tempo: mesmo poucos dólares hoje equivaleriam a centenas de milhares ao longo do tempo.

Para se ter uma ideia, veja esta simulação com a evolução de R$ 150 gastos em uma balada hoje após um bom investimento em 240 meses (20 anos):

Juros compostos fazem mesmo pequenos gastos hoje valerem milhares ao longo do tempo

Para ser mais exato, após esse período, os mesmos R$ 150 seriam equivalentes a R$ 121.577,12. Olhando dessa forma, a balada parece bem mais cara, não é mesmo?

O cafezinho de R$ 5 por dia? R$ 4.052 em 20 anos. Sabe aquela pizza de final de semana? Se você olhar para esse horizonte de 20 anos, terá pago R$ 60.788.

Tudo isso nada mais é do que o poder dos juros compostos. É o dinheiro trabalhando ao longo do tempo.

É óbvio que não estamos recomendando que quem deseja se tornar milionário no futuro deve se privar de tudo e viver a vida de um monge tibetano. 

Mas é importante encaixar tudo isso em seu orçamento para que os investimentos jamais deixem de acontecer.

E agora que você já entendeu como é importante ter um pensamento de investidor, vamos mostrar como conseguir R$ 1 milhão começando com pouco.

Afinal, quanto tempo leva para conseguir R$ 1 milhão?

Essa é a verdadeira pergunta de R$ 1 milhão! 

Brincadeiras a parte, o tempo necessário é relacionado ao investimento inicial, ao valor e frequência dos aportes e, claro, à rentabilidade do investimento.

Quando calculamos o valor da balada, da pizza e do cafezinho ao longo dos anos, utilizamos como base o rendimento mensal histórico da nossa carteira de ações Big Rocks: 2,83% a.m.

Utilizamos o rendimento da carteira por um motivo muito simples: a queda da SELIC praticamente obriga o investidor que realmente quer aumentar o seu patrimônio a procurar a bolsa de valores.

Como mostramos acima, é praticamente impossível conseguir essa evolução patrimonial na renda fixa, a não ser que os seus aportes sejam muito elevados no decorrer dos meses.

Importante destacar, no entanto, que esses 2,83% de rentabilidade mensal é a média histórica da carteira. 

Então, é preciso pontuar que isso não é garantia de que a mesma rentabilidade permanecerá no futuro (pode ser maior ou pode ser menor) e que esse não é um valor fixo: há meses com rentabilidade acima desse valor e há meses com rentabilidade abaixo desse valor.

Dito isso, vamos mostrar aqui duas simulações de cenário. A primeira seria começando com R$ 5 mil e aportando R$ 500 todos os meses:

Iniciando com R$ 5 mil, você poderia conseguir ficar milionário em 11 anos na bolsa de valores, a partir dos resultados históricos da Big Rocks

Nesse cenário, seriam necessários 137 meses — o equivalente a 11 anos e 5 meses — para superar a marca de R$ 1 milhão. 

Lembre-se que no início do artigo fizemos essa mesma simulação com a renda fixa. Lá, o tempo necessário era de 62 anos, então já temos algo muito mais plausível.

Outra simulação seria a de R$ 10 mil com aportes de R$ 1 mil mensais. Veja como fica:

Investindo R$ 10 mil iniciais, seria possível alcançar R$ 1 milhão em menos de 10 anos

Nesse segundo cenário, são necessários 113 meses — 9 anos e 5 meses — para atingir a marca de R$ 1 milhão.

Propositalmente, deixamos no gráfico um período um pouco maior para mostrar algo bastante interessante dos juros compostos. Quanto mais o tempo passa e maior fica o seu capital, mais a curva aponta para cima.

Veja que foram necessários 113 meses para atingir o primeiro milhão. No entanto, apenas 24 meses depois (no mês 137), o mesmo capital já teria atingido os R$ 2 milhões.

Tudo isso são estimativas e estão levando em conta aportes fixos. Mas esse tempo poderia até ser diminuído, já que o esperado é que com o passar do tempo nossas condições financeiras possam melhorar.

Se você ganha X hoje, você provavelmente espera que após alguns anos esteja com um salário um pouco maior. Desse modo, poderia aumentar os aportes mensais e diminuir o tempo para atingir essa marca.

E o que aconteceria após você conseguir o primeiro milhão? Bem, em um cenário em que você deixaria de aportar, essa seria a comparação entre a bolsa de valores e a renda fixa:

Diferença de quanto R$ 1 milhão renderia na renda fixa ou na bolsa (utilizando a média histórica da Big Rocks como base)

Sempre lembrando que o gráfico acima leva em consideração a SELIC atual e a rentabilidade média da Big Rocks.

Uma diferença realmente considerável. Na bolsa de valores, os resultados mensais seriam praticamente 15 vezes maiores do que na renda fixa e possibilitariam uma confortável aposentadoria!

Quanto mais cedo começar, mais cedo você alcança o primeiro milhão

Como você pôde notar, atingir a marca de R$ 1 milhão não é impossível, mas exige planejamento, constância e visão de longo prazo.

Viu também que manter o seu dinheiro na renda fixa torna o caminho bastante tortuoso (para não dizer inviável).

Então, não há motivos para não começar a trabalhar com pelo menos parte dos seus investimentos na bolsa de valores.

Mas também não é interessante fazer isso de qualquer maneira, é fundamental fazer do jeito certo.

Como você viu, nos exemplos que passamos nós utilizamos os resultados históricos da carteira de ações Big Rocks como base para calcular a rentabilidade ao longo do tempo.

A Big Rocks é a melhor carteira BLUE CHIPS do mercado. Entre todas as ações da bolsa de valores, a Big Rocks observa a seleta lista das 100 maiores e mais negociadas ações da B3.

O resultado disso é uma estratégia bastante sólida, com rentabilidades muito acima da média. 

No gráfico abaixo você vê uma comparação dos resultados da Big Rocks neste ano com as carteiras recomendadas por diferentes empresas:

Comparação de resultados da Big Rocks com outras carteiras mostra porque ela auxilia os seus investimentos para alcançar R$ 1 milhão

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Quais ações comprar hoje? Veja como descobrir!

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Quer descobrir quais ações comprar hoje? Confira no post!

Como você, leitor, chegou a este texto, é provável que esteja querendo dicas de quais ações comprar hoje. E a primeira — e fundamental — dica que vamos dar é: NÃO COMPRE NADA NA BOLSA ANTES DE LER ISSO.

Sim, em caixa alta mesmo. É importante deixar isso bem claro porque é um erro comum querer apenas a dica de quais ações comprar hoje. Mas quem segue dica não segue método.

E, na bolsa de valores, não ter um método, ou seja, uma estratégia clara do porquê você está comprando ou vendendo uma ação, é um passo fundamental para perder dinheiro.

Obviamente, perder dinheiro não é o que você busca quando faz um investimento na bolsa. 

Então, continue a leitura do post que você vai encontrar um caminho importante do que fazer e entender o porquê de não ficar dependente das dicas de quais ações comprar hoje.

O problema das dicas

Como dissemos acima, o mais importante de qualquer investimento na bolsa de valores é ter um método claro, um plano do que fazer, algo realmente validado.

Isso significa saber o porquê de comprar uma ação e, muito mais do que isso, saber o que fazer quando essa ação sobe ou quando ela cai. 

Ter um método consistente, então, significa confiar que a estratégia que você está seguindo permitirá que você tenha mais lucros do que prejuízos no futuro, após um conjunto de várias operações.

E o problema fundamental dessas dicas, muitas vezes dadas por “novos gurus” de investimentos que você encontra por aí, está na superficialidade delas.

Uma dica, frequentemente, é muito vazia. Ela não vem junto com um plano de ação sobre o que fazer se a ação ganha ou perde valor.

Vamos dar dois exemplos hipotéticos:

Exemplo 01: Procurando no Youtube você descobre o vídeo de um super investidor que afirma ter uma taxa sensacional de acertos. Confiante, você resolve seguir a dica dele e comprar a ação XPTO.

Logo após a sua compra, o papel sofre uma grande desvalorização e perde 10% do seu valor. 

Você, sem saber o que fazer, já que não tem uma estratégia clara, decide que não vai ficar com esse prejuízo e define que só venderá a ação após ela se recuperar.

No entanto, a ação continua a cair, perdendo 25% do valor de sua compra. Cansado de ver essa ação caindo sucessivamente, você resolve encerrar essa operação.

Acontece que 6 meses depois, a ação enfim consegue recuperar o seu valor e, nos 6 meses seguintes, atinge uma valorização de 10% do valor que tinha no momento em que você comprou.

Moral da história?

O guru sairá contando aos 4 ventos que analisou e viu essa valorização antes de todo mundo (ainda que a valorização só tenha acontecido 1 ano depois da dica). Você, entretanto, sofreu um grande prejuízo na operação.

Exemplo 02: Esse mesmo guru te dá uma outra “dica quente” de quais ações comprar hoje e, veja só, logo após a sua recomendação, a ação tem uma valorização de 4%.

Você fica super feliz porque encontrou alguém que realmente entende de análise da bolsa de valores e, inclusive, resolve aumentar os seus investimentos comprando mais ações dessa recomendação.

O que se vê, entretanto, é que nas semanas seguintes a ação passa a perder valor. Apenas um mês depois, o lucro de 4% se transformou em um prejuízo de 15%.

O guru, por sua vez, se vangloria de ter feito uma recomendação que se valorizou 4%, confirmando sua análise. Você, como não tinha definido como ou quando sair da operação, amargou um novo prejuízo.

Esses exemplos acontecem a todo momento com quem segue dicas dos gurus de investimento e mostram o grande erro que cometem os investidores iniciantes ao procurarem dicas prontas de quais ações comprar hoje.

Sem saber qual o método utilizado  — se é que existe um! — por quem deu a dica, fica difícil definir o que fazer após a compra das ações. E, acredite, saber quando sair da operação é muito mais importante do que saber quando começá-la.

Além disso, quem te dá a dica normalmente mostra apenas os acertos que teve em suas indicações, mas omite os erros.

E se você dá uma dica por dia, estatisticamente você estará certo algumas vezes. Ainda que suas recomendações sejam totalmente aleatórias.

E isso pode ser provado, como foi visto em um experimento realizado em 2012, que mostrou que um gato, abanando o rabo para decidir quais ações comprar, conseguiu fechar o ano com resultados positivos.

E eu acredito que você não confiaria o seu dinheiro nas recomendações de um gato, correto? 

Então, por que seguir recomendações que você não sabe exatamente se possuem uma metodologia clara, quase como se comprasse ações no modo aleatório?

O que não te conta quem é “especialista em dicas”

Quem passa as dicas quentes de quais ações comprar hoje frequentemente não te passa informações que são ainda mais importantes para a sua rentabilidade. 

Vamos listar aqui 4 fatores importantíssimos que costumam ser deixados de lado:

1. As recomendações negativas

O especialista que te dá as dicas de quais ações comprar hoje vive simplesmente de te dar essas dicas. 

Eventualmente, ele é até mais “sofisticado” e informa altas taxas de acerto e, inclusive, aponta os critérios “técnicos” que está utilizando para a escolha das ações.

Ora, se você tirar tudo o que está contra a recomendação, só sobram critérios a favor. É por isso que todas essas informações não são sinônimos de lucro na bolsa de valores.

Você pode ter resultados positivos em 9 de cada 10 operações que faz e, ainda assim, ter prejuízo na bolsa. Mas isso é assunto para outro momento.

Vamos voltar alguns anos na história. 

O ano é 2010 e vários e vários especialistas do mercado indicavam uma ação em ascensão que tinha potencial de ser a maior empresa brasileira em poucos anos.

A ação subia e todos os analistas recomendavam a compra. A ação caía e recomendavam comprar mais ainda.

Em cerca de 2 anos, essa ação, que custava cerca de R$ 20 chegou a ser negociada a R$ 0,59. Até que a empresa pediu falência.

Essa é a história da OGX, de Eike Batista.

Era muito comum nesses anos você encontrar dicas quentes de como a ação subiria ou iria se recuperar. 

Mas ninguém dizia o que fazer caso a ação não se valorizasse como o esperado. Quando a ação sofria uma queda substancial, as respostas eram que o mercado estava “corrigindo”, mas que em longo prazo tudo daria certo.

O resultado disso é um dos maiores cases de fracasso na bolsa de valores brasileira. 

E o pior é que as ações da OGX eram um fenômeno de popularidade, figurando entre as que mais estavam nos portfólios de investidores pessoas físicas. Milhares de investidores perderam muito dinheiro com essas ações.

Aliás, não apenas a OGX. Todas as empresas de Eike Batista figuravam entre as mais recomendadas nas dicas de quais ações comprar hoje vez ou outra, como a MMX, a CCX e a OSX. Todas tiveram o mesmo fim.

A hora de sair, então, é fundamental para uma operação lucrativa. É o que veremos a seguir.

2. A hora de sair

Como sempre frisamos aqui no blog, a regra de ouro do mercado é cortar rapidamente as perdas e deixar os lucros crescerem. 

Em outras palavras, isso indica que o momento de entrada é menos importante que o momento de saída de uma operação, pois é na saída da operação em que se corta as perdas ou se interrompe os lucros.

Se você vende uma ação logo após uma leve valorização, você tem a (boa) sensação de que acertou aquela operação. 

No entanto, pode estar saindo muito rapidamente de um trade que poderia ser bem mais lucrativo, deixando bastante dinheiro sobre a mesa.

Por outro lado, para não ter a sensação ruim de que errou, muitos investidores deixam de encerrar uma operação negativa para esperar que ela se recupere. 

Também é comum que, ao esperarem essa recuperação, acabem com um prejuízo ainda maior. Afinal, a ação pode nunca se recuperar — quem prevê o futuro?

Por não saberem os momentos exatos de entrar ou de sair dessas operações, esses investidores se tornam conservadores nos lucros, encerrando rapidamente operações positivas, e arrojados nas perdas, ficando muito tempo em operações negativas.

E eu tenho certeza de que você não quer fazer parte desse grupo de investidores, não é? 

E é por isso que diversificar o seu portfólio de ações é tão fundamental, sem deixar todos os ovos em uma só cesta. Quem te passa as dicas de quais ações comprar hoje não costuma falar sobre isso, mas você verá o motivo disso ser tão importante.

3. Como diversificar

Ok, vamos imaginar que você se encontrou com Warren Buffet no elevador e perguntou a ele quais ações comprar hoje?

Como o tempo era curto, ele só pôde informar uma ação que você deveria comprar e saiu do elevador.

Ainda que o analista encontrado por você seja o mais famoso investidor de todos os tempos, ele não está imune a erros. 

A bolsa de valores é um mercado de renda variável, portanto, qualquer indicação pode variar para cima ou para baixo. Os erros fazem parte do processo. Os melhores analistas não são os que acertam mais, e sim os que ganham mais dinheiro ao longo do tempo.

Dito isso: você confiaria TODO o seu dinheiro em uma única dica, mesmo que ela venha de alguém comprovadamente bom?

Porque, basicamente, é isso que faz quem te dá as dicas: informa o que você deveria comprar, mas não diz quantas ações comprar ou mesmo como variar as operações de forma a controlar o risco dessa operação.

Por melhor que seja o analista, você nunca sabe quando pode acabar encontrando a próxima OGX da bolsa de valores. E sabemos que você provavelmente não terá a oportunidade de encontrar Buffet no elevador.

Portanto, é melhor estar prevenido!

Não dá pra viver refém das dicas de quais ações comprar hoje

Pode ser que você encontre por aí um bom analista que te faz acertar a primeira, a segunda, a terceira dica. Agora, pense em como serão suas próximas 10 ou 100 operações.

Você vai querer “viver de dicas” para sempre? Acha mesmo que é possível acertar sempre?

Sem regras claras para que você saiba os momentos de saída, é possível que uma única operação negativa seja suficiente para corroer todos os lucros que você teve nas operações anteriores.

Por exemplo, você pode fazer 9 trades positivos e 1 negativo e ainda sim perder dinheiro. Basta você ganhar 9 vezes seguidas 1% e, depois, sofrer uma única perda de 10%. Você teria perdido dinheiro mesmo tendo “acertado” 90% das operações.

Da mesma forma, você pode errar 9 trades e acertar apenas 1 e ganhar dinheiro. Bastaria perder 9 vezes 1% e, depois, obter um único ganho de 13%. 

É por isso que a taxa de acerto diz muito pouco sobre a confiança de um método. Você não está na bolsa para acertar mais, e sim para ganhar mais dinheiro.

Existe um estudo em psicologia conhecido como Efeito Dunning-Kruger. Basicamente, os pesquisadores mostraram que quanto menos conhecimento se tem sobre determinado assunto, maior é a confiança sobre aquilo.

Resumidamente, quanto menos você sabe, mais você acha que sabe.

E quando você começa a seguir dicas e, principalmente, acerta as primeira indicações, acaba entrando nesse efeito, que seria mais ou menos como no gráfico abaixo se aplicado na bolsa de valores.

Efeito Dunning-Kruger mostra o sentimento que passa quem apenasr quer dicas de quais ações comprar hoje

Nos exemplos acima, esse gráfico mostra exatamente esse sentimento. Você entra na bolsa desconfiado se vai conseguir entendê-la. 

No entanto, você encontra alguém que passa as dicas de quais ações comprar hoje e acerta as primeiras operações.

Isso eleva sua confiança lá no alto e você realmente passa a acreditar que todo aquele medo era infundado e que é muito simples se dar bem. Mas aí aparecem os primeiros resultados negativos…

E, em uma sequência de operações, todo o seu lucro vai para o espaço. A confiança, que estava no alto, vai lá para baixo e você conclui que jamais conseguirá entender aquilo tudo ou que os movimentos são todos aleatórios.

Entretanto, ao persistir e pesquisar um pouco mais, você começa a encontrar melhores soluções — passa a enxergar a importância das estratégias — e percebe que existe um jeito.

Com este texto, o objetivo é fazer você dar um salto e não passar pelas 4 primeiras fases desse efeito, partindo do ponto em que você percebe que seguir uma metodologia validada é a melhor maneira para investir na bolsa de valores.

E é isso que você verá a seguir!

Mas, então, quais ações comprar hoje?

Você chegou ao final do texto e pode estar pensando: ok, já vi os motivos pelos quais não devo seguir dicas cegamente, mas então o que fazer?

A nossa recomendação é: em vez de seguir uma dica, siga uma estratégia!

Na Rocktrade, nós utilizamos a metodologia quantitativa para definir qualquer recomendação que fazemos.

Para isso, utilizamos robôs programados por algoritmos para analisar cada uma das ações da bolsa de valores e descobrir quais ações estão com maior potencial de alta, ou seja, ações que já estão em um movimento de valorização.

Ao utilizar robôs para apoiar os investimentos, você tira qualquer questão emocional sua ou do analista.

Todas as recomendações são realizadas a partir de um modelo 100% matemático!

É a partir dessas análises que conseguimos montar nossas carteiras de ações, como a Big Rocks.

Muito mais do que qualquer “diquinha” do que comprar, a Big Rocks é uma estratégia de investimento completa, informando:

Quais ações comprar, recomendando ações em tendência de alta

Quantas ações comprar, indicando a quantidade ideal personalizada para o seu capital

Quando comprar ou vender essas ações, a partir de regras claras, validadas estatisticamente a partir tanto de operações reais quanto de simulações de cenários diversos

O resultado disso é uma carteira de ações muito acima da média das outras! Veja a comparação da Big Rocks com os resultados de outras carteiras, a partir da publicação do Valor Econômico:

Resultados da Big Rocks mostram porque é melhor seguir um método, em vez de procurar dicas de quais ações comprar hoje

Veja o poder que um método — muito mais do que uma dica — pode dar aos seus investimentos.

Mesmo com operações negativas (sim, algumas das recomendações dos robôs não confirmam a tendência de alta), os resultados são bem acima da média. 

Isso é possível porque, além de recomendar quais ações comprar, os algoritmos calculam a divisão ideal do seu capital para diminuir o risco da operação e informam, também, quando sair de uma operação negativa.

Tudo isso se traduz nos resultados do gráfico acima. Mesmo em um ano desafiador, com a crise do coronavírus, a Big Rocks conseguiu em 8 meses atingir mais de 50% de rentabilidade.

Isso significa que se você investisse R$ 10 mil em janeiro, hoje já teria mais de R$ 15.300! Se tivesse investido R$ 100 mil, já teria mais de R$ 153 mil!

E para você que está lendo este post, nós estamos com uma campanha exclusiva para novos assinantes.

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Essa é uma oportunidade única para você deixar de depender das dicas de quais ações comprar hoje e passar a contar com uma metodologia completa para que você tenha a chance de dar um verdadeiro upgrade nos seus investimentos!

E se tiver alguma dúvida, deixe um comentário que a gente logo responde!

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Como Investir

Bolsa de valores para iniciantes: comece a investir ainda hoje!

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Bolsa de valores para iniciantes: comece a investir ainda hoje!

Nos últimos anos, temos visto uma queda substancial da taxa básica de juros (SELIC), o que obrigou muitos investidores a partirem para a renda variável. Com isso, surge a questão: será que tem lugar na bolsa de valores para iniciantes?

Em outras palavras, quem nunca investiu em renda variável pode se dar bem no mercado de ações? Spoiler: tem, sim, lugar para iniciantes na bolsa de valores.

Continue a leitura que vamos mostrar os conceitos fundamentais da bolsa, os principais erros para você não cometer e, de quebra, dar uma dica super especial para que você possa começar ainda hoje!

Diferenças da renda fixa e da renda variável

Por muitos anos a renda fixa foi o lugar preferido dos investidores. Com uma taxa básica de juros que chegou a atingir a casa dos 14,25% ao ano, certamente não fazia sentido para muitos investidores pensarem em outras formas de investimentos.

Afinal de contas, se você pode emprestar o seu dinheiro para alguém que irá pagar mais de 10% ao ano e o risco de você tomar um calote é praticamente zero (afinal, o governo nem de longe apontava para algo assim), por que assumir riscos comprando ações ou fazendo outro investimento que apresenta volatilidade?

Mas essa época do paraíso do rentista acabou. A taxa SELIC começou sua queda em janeiro de 2017, como mostra o gráfico abaixo.

Bolsa de valores para iniciantes - evolução da SELIC
Taxa SELIC teve queda vertiginosa entre 2016 e 2020

Nos últimos anos, a queda da SELIC foi vertiginosa, até chegar a patamares que jamais havíamos imaginado, como os 2,25% ao ano de hoje (agosto/20).

Se você colocar no papel a inflação, cuja meta do Banco Central e ficar na faixa entre 2,5% e 5,5% em 2020, temos uma taxa básica de juros que gera rentabilidade abaixo da inflação.

Isso significa que em boa parte dos produtos de renda fixa — que pagam em torno de 100% do CDI —, o juro real é negativo. Mesmo investindo, o resultado é uma perda no seu poder de compra, já que o crescimento de preços é maior que a sua rentabilidade.

Com essa rentabilidade anual, o crescimento real de capital deixou de existir em muitos dos produtos de renda fixa. Dependendo do tipo de investimento, descontadas as taxas, a rentabilidade no ano fica abaixo da inflação.

É por motivos como esse, a bolsa de valores tem batido recordes todos os meses em relação ao número de investidores pessoas físicas. 

Número de iniciantes na bolsa de valores teve alta de 58% em 2020
Somente entre dezembro/19 e junho/20, número de investidores na bolsa cresceu 58%

Isso não significa que os juros baixos decretaram o fim da renda fixa. Alguns produtos ainda podem exercer funções importantes no seu portfólio de investimentos, como o da reserva de emergência.

No entanto, a renda fixa não serve mais para quem quer poupar e fazer o dinheiro render pensando no futuro financeiro. 

Se você deseja fazer o seu capital crescer e construir patrimônio, é mesmo necessário migrar parte dos seus investimentos para a renda variável.

E a principal diferença entre esses dois produtos já estão claros em seus nomes. Na renda fixa, você já sabe o quanto vai ganhar com um investimento em determinado período, seja a partir de uma taxa pré-fixada, seja em uma taxa pós-fixada.

Você já sabe a regra do jogo.

Ee você está se interessando agora por investimentos, vamos fazer uma breve explicação, utilizando uma das aplicações do Tesouro Direto, um dos produtos financeiros mais utilizados na renda fixa.

Na taxa pré-fixada, você investe hoje já sabendo o quanto vai retirar no futuro, ao final do investimento. Exemplo: um investimento em Tesouro Prefixado 2023 com a rentabilidade de 3,77% a.a. Nesse caso, você investe hoje já sabendo o quanto vai retirar em 2023, ao final do período.

Tesouro direto é um dos principais produtos utilizados na renda fixa

Se for um investimento pós-fixado, você terá o seu resultado com base em um indicador. Existem modalidades diferentes, mas com funcionamento parecido.

Por exemplo, se você comprar um título que utilizar o IPCA, índice relacionado à inflação, receberá como retorno no fim do período o IPCA + um percentual pré-definido no momento do investimento.

Um exemplo é o título do Tesouro IPCA+2026, que paga o IPCA + 2,1% de rentabilidade. Ou seja, ao final do investimento, em 2026, o investidor tem a garantia de que receberá a inflação do período (IPCA) acrescida de 2,1% ao ano de rentabilidade.

Já na renda variável nada disso é pré-definido. Você investe hoje e não sabe quando ou quanto vai ganhar em certo período. 

Se você fizer tudo certinho, tiver uma boa estratégia, a tendência é que tenha rentabilidades positivas. Mas não sabe quanto ou mesmo quando isso vai acontecer.

Pode haver meses de rentabilidades negativas (às vezes, sucessivamente). E sem estratégia ou controle emocional, isso prejudica os seus investimentos. 

Para deixar mais claro, vamos dar um exemplo de aplicação de renda fixa: uma aplicação de poupança.

Note que o crescimento do capital é constante. Em momento algum há oscilações. Em contrapartida, esse crescimento é a conta-gotas, com uma rentabilidade de 0,5% ao mês, o que resulta em R$ 616 de lucro no final dos 12 meses de investimento.

Agora, vamos mostrar o exemplo de uma aplicação em um fundo de ações no mesmo período. Colocamos aqui a rentabilidade obtida por um dos maiores fundos do País, com mais de R$ 2 bilhões em aplicações:

Fundo de ações é um dos investimentos preferidos em bolsa de valores para iniciantes e traz rentabilidades bem maiores que a renda fixa

Veja que, nesse gráfico, a rentabilidade positiva não é constante. Existem meses em que, em vez de crescer, o capital diminui. No entanto, ao final do período, o resultado é um lucro de R$ 3.113 — 6 vezes mais que o resultado da poupança.

É um resultado bem mais expressivo. E isso sem contar que o fundo de ações não é a maneira mais lucrativa de investir na bolsa, como mostramos no artigo Ações Vs. Fundos.

Você pode comparar a rentabilidade mensal da poupança e desse fundo de investimentos na tabela abaixo:

Bolsa de valores para iniciantes: comparação de um fundo de ações com a poupança

Olhando esses números fica muito claro que é preciso se expor ao risco da renda variável para ter uma boa rentabilidade em médio e longo prazo — e no final do texto daremos uma dica de como minimizar esse risco.

Mercado de ações para iniciantes — como funciona?

Existem diferentes produtos financeiros de renda variável. Na bolsa de valores, alguns exemplos são o mercado à vista (ações), mercado futuro (contratos), derivativos, entre outros.

O jeito mais fácil de começar na bolsa é no mercado à vista. Também é o mais simples de entender. É o famoso mercado de ações.

Quando uma empresa precisa de crédito para alguma coisa (aliviar o caixa, fazer investimentos etc.), ela tem algumas opções.

Ela pode se autofinanciar (no caso de investimentos), pode procurar financiamentos bancários, pode procurar investidores privados ou pode vender “parte” dela para quem queira comprar, ou seja, pode vender parte de suas ações.

Se optar por esse último modelo, o de vender parte de suas ações, o gestor pode escolher a bolsa de valores para intermediar esse negociação, abrindo o capital da empresa.

Nesse caso, a empresa define uma “fatia” que será lançada no mercado. Então, cada ação corresponde a uma pequena fatia da empresa.

Um exemplo: em agosto de 2020, a farmacêutica d1000 fez sua oferta de ações na bolsa vendendo mais de 27 milhões de ações. O preço inicial das vendas foi de R$ 17 por ação. Portanto, cada R$ 17 foi o correspondente a uma dessas 27 milhões de ações negociadas.

Pelo lado da empresa, a captação foi de cerca de R$ 460 milhões, que é a multiplicação dos R$ 17 pelo número de ações negociadas.

Essa primeira oferta de ações é conhecido no mercado como IPO (Initial Public Offering). Depois disso, as ações da empresa passam a ser negociadas dentro da bolsa, passando das mãos de um investidor para outro investidor. 

Se o investidor que possui ações da empresa entende, por qualquer que seja o motivo, que é melhor vender do que manter aquele investimento, então ele vai vender as ações.

Para quem? Para outro investidor, que pensa diferente. Que pode achar que aquela empresa está indo muito bem e que, no futuro, vai valer muito e por isso suas ações tendem a se valorizar. Então, esse investidor quer comprar ações da empresa.

Pronto. Negócio fechado.

Se no futuro o preço da ação da empresa subir, quem comprou fica muito feliz e aquele vendedor se arrepende de ter vendido.

Se, no entanto, o preço da ação cair, aí quem comprou lamenta a perda e o vendedor se vangloria para seus amigos se achando o máximo por ter vendido antes da queda.

Isso acontece o tempo todo. Todos os dias na bolsa.

Como ganhar dinheiro com as ações?

Basicamente, existem duas maneiras de ganhar dinheiro com as ações:

1) Distribuição de lucro da empresa

Quando a empresa tem lucro, ela distribui parte disso com quem tem ações dela. São os chamados dividendos.

Em geral, as empresas pagam um mínimo de 25% do seu lucro líquido aos acionistas. 

Esses dividendos são pagos por ação, então, quanto mais ações você tem da empresa, maior será sua parte nesse lucro.

A ação de Itaú Unibanco (ITUB4), por exemplo, costuma pagar dividendos mensalmente, de acordo com o lucro apresentado. Em fevereiro de 2020, esse valor foi de R$ 0,48 por ação. Em agosto, foi de R$ 0,01 por ação. 

O valor de dividendo depende do balanço da empresa. Quanto mais lucrativo o período, maior o valor pago.

2) Movimento direcional de preço

Outra forma de ganhar dinheiro no mercado de ações é na compra e venda dos ativos.

Se você acredita que uma ação vai se valorizar, você pode comprá-la agora para vendê-la no futuro a um valor mais alto, lucrando com essa diferença.

Por exemplo: se você compra uma ação por R$ 10 e vende no mês seguinte por R$ 12, você terá 20% de lucro nessa operação.

É a mesma lógica de comprar um terreno que você acha que vai valorizar. Mas com uma vantagem brutal: você consegue vender e se desfazer do negócio a qualquer momento, diferente do terreno.

Vale lembrar que as duas opções não são excludentes. Você pode ganhar dinheiro na bolsa de valores com a valorização das ações e, ainda assim, receber dividendos enquanto estiver com elas.

Como comprar e vender as ações

Como destacamos anteriormente, é muito mais fácil se desfazer das ações que você comprou do que de um terreno que se mostrou ser um péssimo negócio.

E por quê? Porque, para facilitar as coisas, todo mundo que quer comprar e vender ações se encontram no mesmo lugar, na Bolsa de Valores.

Claro que você não precisa ir fisicamente até a bolsa. Você nem tem que abrir uma conta ou coisa do tipo na bolsa. Tudo se dá por intermédio das Corretoras de Valores.

Funciona assim: para comprar e vender ações, você precisa ter uma conta em uma Corretoras de Valores, que funciona como se fosse um banco para o qual você manda seu dinheiro para poder comprar as ações.

As corretoras possuem um sistema chamado de Home Broker, que nada mais é que uma tela onde você encontra todas as ações e seus preços. 

É uma plataforma onde você pode comprar ou vender as ações. Isso mesmo, você mesmo compra e vende tal como paga um boleto ou faz uma TED em seu banco.

Abaixo você encontra uma lista com as 5 corretoras mais bem avaliadas no Reclame Aqui:

Bolsa de valores para iniciantes: melhores corretoras para começar a investir

Vamos exemplificar. Imagine que eu queira começar a investir em ações. Decido, então, abrir conta na XP Investimentos, maior corretora do país. 

Vamos supor que eu queira comprar ações da Petrobras. 

Então, eu entro na plataforma da corretora, conhecida como HomeBroker, e informo a ação que quero comprar, quantas ações quero comprar e quanto estou disposto a pagar por essa ação, como na imagem abaixo:

Exemplo de boleta de corretora para iniciantes na bolsa de valores
Exemplo de boleta preenchida em HomeBroker da XP Investimentos

Simples assim!

Caso você encontre uma contraparte, ou seja, alguém querendo vender em um preço que satisfaça a sua ordem, a operação é realizada.

Um ponto importante em relação ao preenchimento das ordens está nos dois tipos de lotes em que você compra as ações: o padrão e o fracionário.

No lote padrão, só é possível fazer a compra ou a venda das ações em números múltiplos de 100 (100, 500, 3000 ações etc.). 

Entretanto, existe também o lote fracionário, em que você pode fazer compra ou a venda de 1 a 99 ações. Para utilizar o mercado fracionário, basta acrescentar a letra F ao final do ativo.

Isso permite que mesmo pequenos investidores possam fazer parte do mercado de ações.

Por exemplo: se você fosse comprar 122 ações de Petrobras (PETR4), enviaria duas ordens:

– Lote padrão: 100 ações de PETR4

– Lote fracionário: 22 ações de PETR4F

Falamos mais sobre o lote padrão e o lote fracionário neste vídeo:

Como analisar os resultados?

Se a sua carteira de ações ficou positiva durante o ano, quer dizer que você teve um bom resultado na bolsa de valores, certo?

A resposta seria: em partes. Primeiro, porque um resultado positivo é sempre um resultado positivo e, por isso, deve ser comemorado.

No entanto, é preciso avaliar os seus resultados a partir de algum parâmetro. Na bolsa de valores, o principal indicador utilizado para comparação é o Índice Bovespa (IBOV).

O IBOV é uma carteira teórica, um conjunto com as principais ações da bolsa (com diferentes pesos entre elas) que dão a noção de como foi o desempenho médio dos ativos no período.

Então, ter resultados positivos, porém abaixo do IBOV, não compensam o trabalho que você tem de ficar comprando e vendendo as ações.

Você pode ter resultados muito próximos do IBOV simplesmente comprando ativos que “imitam” a carteira do índice, como o BOVA11.

Então, para ter resultados iguais ao IBOV, basta comprar cotas do BOVA11, em vez de fazer diferentes operações. Se o IBOV sobe, o BOVA11 sobe; se o IBOV cai, o BOVA11 cai.

Mas como vimos no artigo sobre quantas ações ter na carteira, o IBOV nada mais é do que uma média do mercado.

Você tem ali ações subindo e ações caindo, ficando com essa média. É como uma sala de aula em que você tem alunos tirando 10 e alunos tirando 0, ficando com a média de 5.

Mas você pode ir além dessa média.

E é isso o que uma boa carteira de ações busca: desempenhar acima dos resultados do IBOV, como você pode ver no exemplo abaixo.

Exemplo de resultados da Big Rocks mostra que seguir uma carteira recomendada é excelente opção para investidores iniciantes na bolsa de valores
Exemplo dos resultados da carteira de ações Big Rocks, que termina o período de 10 semestres com um resultado quase 6 vezes superior ao do IBOV no mesmo período

Bolsa de valores para iniciantes — por que muitos têm medo? 

É muito comum que o investidor iniciante — e que não se prepara adequadamente — perca dinheiro na bolsa de valores. Mesmo quem eventualmente acerta as primeiras investidas, se não estiver devidamente preparado, acaba amargando prejuízos ao longo do tempo.

É por isso que a leitura de posts como esse ajudam muito, pois boa parte dos iniciantes na bolsa de valores cometem os mesmos erros (vamos falar um pouco mais sobre eles logo abaixo).

O grande problema desses investidores não está em acreditar que é possível ganhar dinheiro com a bolsa — é óbvio que o dinheiro está lá e qualquer um pode pegar a sua parte.

O problema está no fato de que muitos acreditam que basta a leitura do livro de algum guru de aeroporto e eles já estão “prontos para bater o mercado”. 

E essa é a jornada da maioria das pessoas que começa na bolsa.

Algo os leva para o mercado de ações, sejam os rendimentos baixos da renda fixa, seja a leitura de um best seller como Pai Rico, Pai Pobre.

A questão é que a principal ameaça na bolsa não é o mercado em si, e sim o que está bem à sua frente no espelho. Sim, você.

O emocional é o principal fator de causa dos prejuízos na bolsa de valore (e podemos dizer isso com propriedade depois de tantos anos de experiência própria).

Vamos mostrar o que queremos dizer.

Muitas vezes, o investidor iniciante não quer vender uma ação que está caindo para não admitir o prejuízo. Por outro lado, quando uma ação se valoriza, ele vende rapidamente para garantir os lucros.

Isso faz dele um investidor arrojado nas perdas e conservador nos lucros. Ele sai rápido de boas operações e permanece muito tempo em operações ruins.

E é isso o que normalmente acontece quando se opera na emoção e sem um método. Por isso, uma boa dica para quem está começando é não investir sozinho. 

Seguir uma carteira recomendada, por exemplo, é uma solução interessante para entender o mercado enquanto começa a operar. Isso traz um pouco mais de confiança ao investidor.

Por exemplo: a carteira de ações Big Rocks, que mostramos os resultados no gráfico em comparação com o IBOV, tem regras validadas de entrada e saída em operações e ainda indica ao investidor o quanto comprar de cada ação recomendada.

Desse modo, o investidor só precisa seguir as recomendações (o que comprar, quando comprar e quantas ações comprar) para estar apoiado em uma estratégia completa e ter resultados como os do gráfico.

Mas agora que você tem uma dica sobre o que fazer, vamos falar sobre o que não fazer!

Os principais erros cometidos por iniciantes na bolsa de valores

Agora que você já sabe os fundamentos básicos e o que deve fazer para ter melhor desempenho na bolsa de valores, é importante mostrar uma lista do que não fazer!

Isso porque é provável que você se depare com diversos conteúdos destacando algumas coisas que não necessariamente farão tanta diferença nos seus investimentos. Confira:

1) Olhar apenas o índice de acerto

É comum encontrar por aí pessoas prometendo recomendações espetaculares com taxas de acerto de 80%, 90%.

Taxa de acerto é uma métrica de vaidade. Isoladamente, ela não diz nada.

Como comentamos acima, o controle de risco talvez seja a parte mais fundamental dos investimentos. Sem controle de risco você pode acertar quase tudo e, ainda assim, ter prejuízo.

Por exemplo: você pode ter uma taxa de acerto de 90% em que a rentabilidade média dos acertos seja de 1%. No entanto, se quando você erra a queda for de -10%, seus resultados serão negativos.

E isso acontece muito no mercado! Para garantir essa métrica, as recomendações colocam preços-alvo muito próximos da entrada. 

Assim, você faz várias operações ganhando pouco, mas perde bastante quando a operação vai contra você.

Então, é importante estar atento e não “ficar cego” quando vê uma alta taxa de acerto. Ela sempre deve estar acompanhada de uma boa estratégia para controle de risco e uma validação estatística positiva em longo prazo.

2) Entrar na bolsa com mentalidade de apostador

Na bolsa, você vai se deparar com muitas promessas de como ficar milionário em pouco tempo. 

Pode encontrar, também, a amostra de rentabilidades absurdas em certas operações. Mas ninguém mostra as operações que deram errado.

O que está por trás disso é incutir na cabeça do investidor a mentalidade do apostador, tentando convencê-lo de que com pouco dinheiro você consegue fazer fortuna.

Isso não é impossível, mas é extremamente improvável.

Bolsa de valores não é mega sena. Se você investir um dinheirinho, vai rentabilizar um dinheirinho.

O foco, então, deve ser em controlar o risco, entender as oscilações do mercado e buscar a construção de patrimônio em longo prazo.

A sua rentabilidade cresce conforme o reinvestimento de lucros e/ou novos aportes. Mas é extremamente improvável que você saia do R$ 1000 ao R$ 1 milhão em um ano.

Se a mentalidade for do apostador, você estará muito mais próximo de perder os R$ 1000 do que sequer chegar aos R$ 2000, que dirá ao milhão.

3) Acreditar que a bolsa paga salário

O mercado oscila. Isso é fato. Então, haverá meses com resultados positivos e outros com resultados negativos.

Isso implica em entender que a bolsa não paga salário. Não dá para garantir que todos os meses você terá ali um dinheirinho para retirar e pagar as contas.

É possível viver só de bolsa? Sim, é possível. 

Mas você deve estar ciente dessas oscilações e ter um colchão financeiro para suprir os momentos de queda, que podem ser sucessivos.

Imagine que você comece a investir, tenha uma sequência de 7 meses com uma boa rentabilidade e acredite que não compensa mais trabalhar.

Você deixa o emprego e, de repente, enfrenta 4 meses de resultados negativos. Isso pode acontecer, e é preciso estar preparado.

É por isso, também, que mesmo que você não queira “viver de bolsa”, o dinheiro investido ali seja o que você não precisará em curto prazo.

Dessa forma, você terá muito mais tranquilidade para lidar com os momentos de instabilidade, já que o seu foco está em um horizonte maior.

4) Negligenciar o controle de risco

Existem critérios básicos e importantes para diminuir o risco ao qual você está exposto na bolsa de valores.

A diversificação é um deles. Não colocar todas as suas fichas em uma só ação é fundamental.

Outro ponto é controlar as perdas. Definir limites de saídas é essencial para que você não caia no que chamamos de “buraco exponencial”, quando os ganhos necessários para recuperar as perdas ficam muito distantes.

Quer um exemplo: se você investe R$ 10 mil e tem uma rentabilidade de -10% no mês, vai te sobrar R$ 9 mil na conta. 

Isso significa que nos meses seguintes você vai precisar de uma rentabilidade de 11,1% para recuperar o prejuízo — um percentual bem próximo ao da perda que teve anteriormente.

No entanto, se em vez de -10% você perde -50%, o que te sobraria na conta seria R$ 5 mil. Nesse caso, nos meses seguintes você precisaria de 100% de rentabilidade apenas para recuperar o investimento inicial.

Quanto maior a perda, maior o percentual necessário para recuperar os seus investimentos. 

Nós abordamos em mais detalhes a questão do buraco exponencial e sobre como você pode minimizar os riscos em nosso artigo sobre controle de risco na bolsa de valores.

5) Não ter uma estratégia

Sem uma estratégia, o investidor acaba sempre em uma tentativa de prever o futuro. Ele lê uma notícia, segue a dica de um guru, compra uma ação que caiu por achar que já desvalorizou tudo o que tinha para se desvalorizar…

Mas a verdade é que é extremamente complexo prever como o mercado vai reagir a cada uma dessas coisas. Tentar prever o futuro talvez seja a primeira forma de perder dinheiro na bolsa.

A ação que caiu pode cair ainda mais; a notícia negativa de um segmento pode influenciar positivamente outro, o guru pode não ser tão bom assim ou ter segundas intenções na sua recomendação.

É por isso que reforçamos: adotar uma boa estratégia é um princípio básico para você conseguir bons resultados.

Mais do que isso: é preciso seguir à risca o que foi planejado! De nada adianta desenhar o mapa se você vai adotar outro caminho no trajeto.

Ter as regras do que comprar/vender, quando comprar/vender e quanto comprar/vender é o que vai permitir que você não tenha abalos emocionais no meio do caminho.

Você passa a ser reativo ao mercado. Dependendo do seu movimento, você reage a ele conforme o planejado.

Pense em investir como cuidar de uma lavoura de café. 

Se você ara a terra, planta as sementes, aduba, irriga, protege das pragas etc., o esperado é que você tenha um bom café para colher no futuro, ainda que passe por obstáculos no meio do caminho.

Da mesma forma, se você cria um (bom) plano e segue esse plano nos seus investimentos, o esperado é ter bons resultados no futuro.

Bônus: uma estratégia completa para iniciantes na bolsa de valores

Chega de ouvir que bolsa de valores não é para iniciantes! Você pode, sim, ter bons resultados seguindo uma estratégia completa, como a da Big Rocks, que apresentamos acima.

A Big Rocks é uma carteira de ações BLUE CHIPS. Ela analisa as 100 maiores e mais negociadas ações da bolsa de valores brasileira para indicar, todos os meses, quais as 5 ações com maior potencial de alta no período.

Para isso, são utilizados algoritmos que fazem cálculos complexos de cada uma das ações. Isso permite recomendações de investimento 100% racionais. A Rocktrade é a única casa de análise do Brasil a utilizar a tecnologia para essa recomendações.

E seguir essa estratégia é muito fácil! Você insere o capital que tem para investir e ela vai mostrar quantas ações comprar de cada um dos ativos indicados.

Dessa forma, você terá a estratégia completa todos os meses, recomendando:

  • Quais ações comprar ou vender
  • Quando comprar ou vender essas ações
  • Quantas ações comprar de cada um dos ativos indicados

Uma das missões da Rocktrade é democratizar o acesso das pessoas à bolsa de valores. E é por isso que, neste mês, estamos com um convite especial!

CONVITE ESPECIAL DE

Assinando a Big Rocks neste mês você contará com condições exclusivas!

  1. Oferta vitalícia com R$ 300 off
  2. Planilha de acompanhamento das operações
  3. Acesso exclusivo ao nosso Canal no Telegram
  4. Contato direto com um gerente de relacionamento para tirar todas as suas dúvidas

Mas você precisa agir rápido! São apenas 100 assinaturas nessas condições, e isso pode se encerrar a qualquer momento.

Assim que o 100º investidor fizer a assinatura, vamos retirar essa oferta do ar.

Para ter mais informações sobre a oferta, você só precisa deixar seus contatos no formulário abaixo:

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Não perca tempo! E se tiver alguma dúvida, é só deixar um comentário no post!

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