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Investimentos

5 passos de como montar um portfólio de investimentos de sucesso

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A montagem de um bom portfólio de investimentos é a busca de 10 entre 10 investidores da bolsa de valores.

E não faz diferença a experiência que você tem na renda variável. Com as oscilações do mercado, essa acaba sendo uma dúvida frequente entre milhares de investidores. E como é impossível prever o futuro, a criação desse portfólio de investimentos deve ser construída dia a dia, a cada operação realizada.

Mas qual seria o passo a passo para isso? Continue a leitura do post e veja o segredo para montar um portfólio de investimentos vencedor!

Montar carteira de ações x Criar portfólio de ações x Ter portfólio de investimentos

Antes de tudo, é importante diferenciar a criação do portfólio de ações, a montagem de uma carteira de ações e a construção de um portfólio de investimentos.

Muitos investidores se confundem e acreditam que tudo isso é a mesma coisa. Mas existem diferenças importantes.

Ao montar uma carteira de ações, você terá ali um conjunto de ações com alguma característica em comum.

Por exemplo: você pode ter uma carteira de ações na qual ficará posicionado por certa periodicidade (semanalmente, mensalmente, anualmente etc.).

Ou ter uma carteira de ações apenas de small caps (ações mais baratas) ou de blue chips (ações mais negociadas na bolsa).

Enfim, quando o investidor decide por montar uma carteira de ações, ele leva em consideração algo em comum para aquele conjunto.

E essa é a principal diferença entre montar uma carteia de ações e criar um portfólio de ações.

O portfólio de ações leva em consideração todas as ações que estão na mão do investidor, inclusive as diferentes carteiras de ações que ele pode ter. Caso o investidor tenha APENAS uma carteira de ações, o seu portfólio será o mesmo que a sua carteira.

E é normal que isso aconteça quando você acaba de entrar na bolsa de valores.

Afinal, uma carteira de ações é uma porta de entrada interessante por ser de mais fácil operação e poder apresentar boas rentabilidades, principalmente quando o mercado está em alta.

Mas o investidor preparado leva mais um fator em conta, olhando não só suas ações, mas também todos os seus demais investimentos. E é isso o que chamamos de portfólio de investimentos.

O portfólio de investimentos é, basicamente, todos os produtos e serviços financeiros que o investidor utiliza em busca de aumentar o seu patrimônio. Desse modo, leva em consideração não só produtos de renda variável, como também os de renda fixa.

A relação entre esses três itens (carteira de ações, portfólio de ações e portfólio de investimentos) seria mais ou menos assim:

Diagrama com a relação entre portfólio de investimentos, portfólio de ações e carteira de ações

E quanto mais o investidor se acostuma e se aprofunda em relação aos serviços financeiros, mais ele busca diversificar o seu portfólio de investimentos.

Os objetivos de um bom portfólio de investimentos

A montagem de um bom portfólio de investimentos não tem uma receita mágica que funciona para todos os investidores. Ela depende fundamentalmente do objetivo de cada um.

Mas, basicamente, a definição disso sempre busca equilibrar duas coisas: rentabilidade e risco. Na prática, é como se fosse uma balança — quanto mais a rentabilidade pesa, mais alta fica a exposição ao risco.

O portfólio de investimentos busca equilibrar a relação entre risco e rentabilidade

Não há muito como fugir disso. Se você busca mais rentabilidade, naturalmente terá que se expor mais ao risco.

E é aí que entra o benefício da diversificação do portfólio de investimentos, pois ele auxilia o investidor a não se expor descontroladamente ao risco.

Por exemplo: ele pode buscar maiores e mais rápidas rentabilidades com uma carteira de ações de empresas baratas — operação de maior risco —, ao mesmo tempo em que equilibra isso tendo outra parte de seu capital com viés de longo prazo em ações das empresas mais negociadas na bolsa.

Para completar, ainda pode pegar parte dessas ações e colocar em garantia para negociar contratos futuros (falamos mais sobre isso em nosso ebook Diversificação de portfólio de investimento em renda variável, que você pode baixar a partir do formulário abaixo)

Quanto mais o seu portfólio se diversifica, menos você se expõe ao risco, pois o seu dinheiro está “pulverizado” em diferentes operações.

Como sempre ressaltamos que é impossível prever o futuro, não será possível acertar todas as operações. Desse modo, uma coisa acaba compensando a outra. As operações positivas compensam as operações negativas no longo prazo.

No fim das contas, o objetivo do portfólio de investimentos diversificado é um só: obter mais rentabilidade enquanto se diminui a exposição ao risco.

Passo a passo para montar um bom portfólio de investimentos

1. Conhecer o seu perfil de investidor

Conheça seu perfil de investidor para montar o seu portfólio de investimentos

Como dissemos, não existe uma receita pronta para entregar sobre qual o melhor portfólio de investimentos para você. Por isso, o primeiro passo é descobrir qual tipo de investidor você é.

Resumidamente, ao conhecer o seu perfil de investidor você descobrirá o quanto está disposto a correr de riscos ao investir o seu dinheiro.

É como aquela balança lá em cima: se você é um investidor arrojado, poderá buscar maiores rentabilidades, porém estará mais exposto ao risco.

Por outro lado, se for um investidor conservador, terá menor exposição ao risco, no entanto, também não conseguirá grandes rentabilidades em longo prazo.

Esse limiar entre risco e recompensa é o que ajuda a definir o seu perfil de investidor e, consequentemente, quais os serviços financeiros mais adequados a você.

Se você não conhece o seu perfil de investidor, clique aqui para fazer um teste e descobrir.

2. Lembrar-se da reserva de emergência e da renda fixa

Reserva de emergência é fundamental antes de montar um portfólio de investimentos

O passo inicial de um portfólio de investimentos de sucesso é garantir uma reserva de emergência que deixe o investidor protegido de qualquer imprevisto pessoal.

O valor dessa reserva deve ser o suficiente para que você se sinta seguro caso algum problema aconteça. Boa parte dos analistas mensura isso como a soma de 6 salários atuais.

Assim, mesmo que algo drástico aconteça, como a perda do emprego ou da sua renda principal, você tem um valor disponível para manter o seu padrão de vida atual durante 6 meses.

Para esse capital, o ideal é deixar o dinheiro em investimentos que não contam com algum tipo de carência, ou seja, que podem ser liquidados imediatamente, e que tenham baixo risco. Então, esse é um dinheiro que você poderia deixar em títulos do tesouro com liquidez diária, por exemplo.

Além da reserva de emergência, dependendo do seu perfil de investidor é recomendado deixar uma parte maior ou menor do seu patrimônio em outros produtos e serviços de renda fixa.

Existe uma grande lista desses serviços, muitos deles com proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), um mecanismo criado para garantir que o capital dos investidores esteja seguro mesmo em eventuais falências de instituições financeiras. São exemplos de investimentos protegidos pelo FGC os CDB’s, LCI’s, LCA’s e LCs.

Títulos do tesouro de longo prazo, atrelados à inflação, também são boas opções. São os conhecidos Títulos IPCA+. Esses produtos são bastante importantes no longo prazo, pois garantem um ganho real, ou seja, acima da inflação. Por exemplo: um Título IPCA+ 4,45% retorna uma rentabilidade de 4,45% somado a todo o percentual de inflação do período.

3. Diversificar ações

Diversifique as ações para um bom portfólio de investimentos

Um bom portfólio de investimentos tem em seu leque um bom portfólio de ações. E aqui a palavra diversificação deve ser levada ao pé da letra.

Isso significa diversificar filosofia, tempo e mercados.

Diversificar filosofias significa escolher ações a partir de diferentes princípios. Por exemplo: parte de suas ações pode ter o objetivo de rentabilizar em longo prazo a partir do pagamento de dividendos, enquanto outra parte você quer simplesmente fazer trades — comprar e vender ações para lucrar com a valorização delas em curto e médio prazo.

Diversificar no tempo significa escolher ações a partir de um viés de tempo diferente. Você pode escolher ações olhando para um gráfico diário, semanal, mensal etc. Isso vai impactar, também, o período de tempo que você quer ficar com esses ativos (de nada adianta olha o gráfico mensal de uma ação e vendê-la por uma pequena oscilação depois de 2 dias).

Por fim, diversificar mercados significa escolher as ações a partir do segmento de atuação da empresa. A ideia aqui é procurar não ficar com muitas ações de empresas dos mesmos segmentos.

Na crise em meio ao coronavírus, por exemplo, empresas de commodities, como a Vale e a Petrobrás, e empresas de viagens, como CVC, Gol e Azul, foram mais afetadas do que as outras. Se todo o seu dinheiro estivesse concentrado em um único setor desses, você sentiria ainda mais os efeitos da queda da bolsa.

Levando em conta todos esses fatores, um bom portfólio de ações poderia ter uma divisão parecida com esta:

Exemplo de portfólio de ações diversificado

Se você não sabe muito bem como começar esse processo de escolha de ações, é importante contar com uma estratégia de investimento para te auxiliar. Você pode dar uma olhadinha em nosso site e conhecer estratégias prontas, testadas no mercado, que você pode seguir.

Outra dica é utilizar ETF’s (Exchange-Traded Funds), uma espécie de fundo de ações negociado em bolsa. Essas ETF’s replicam carteiras de ações, por isso já são naturalmente diversificadas.

O principal ETF da nossa bolsa de valores é o BOVA11. Na compra de uma única cota do BOVA11 é como se você comprasse um pedacinho de cada uma das ações das empresas que formam o índice Ibovespa. Falamos mais sobre ETF’s no ebook sobre diversificação de portfólio de investimentos.

4. Dividir o capital

Portfólio de investimentos: é fundamental dividir bem o seu capital

Só diversificar as ações não é o suficiente para um bom portfólio de investimentos.

Também é preciso levar em conta a divisão do capital em cada “pedaço” do seu portfólio. De nada adianta ter um portfólio de investimentos com dezenas de produtos diferentes se deixar 80% do seu dinheiro concentrado em dois ou três produtos.

Depois de dividir bem o seu capital entre os diferentes produtos (tesouro direto, CDI, ações, fundos imobiliários etc.), é preciso pensar em como dividir cada um desses pedacinhos.

As ações e a renda variável devem seguir esse princípio, pois não dá para prever com 100% de certeza para que lado as coisas vão andar. Por isso, seria muito arriscado (e pouco efetivo) concentrar grande parte do seu capital em três ou quatro ativos.

A ideia aqui é a seguinte: é impossível acertar tudo, então, as operações acertadas devem compensar as operações negativas.

E quanto alocar em cada ativo? A regra de ouro é saber o quanto você pode perder. Em toda operação, você tem dois caminhos — a variação pode ir a seu favor ou contra você. Então, faça o seguinte exercício: se a operação for contra você, o quanto você pode perder?

Vale lembrar que se você já tem um portfólio minimamente diversificado, uma operação negativa tem um impacto menor no seu capital. Por exemplo: se você tem 10 ações em seu portfólio, dividindo igualitariamente 10% do seu capital em cada uma, a variação de uma ação também impactará apenas 10% do seu capital.

Desse modo, se uma ação desse portfólio cair 20%, o impacto geral no seu capital será de apenas 2%. Abaixo você vê uma tabela comparando a perda de capital com o ganho necessário para recompor.

Perda do capital (%)Ganho necessário para recompor (%)
22,04
55,26
1011,11
2533,33

Note que quanto maior a perda, maior fica a diferença para o ganho necessário para recomposição. Se o seu capital cair 90%, são necessários 900% de ganho para recuperar essa queda, o que evidencia a importância de diversificar seu portfólio de investimentos.

Então, a ideia é: ao iniciar uma operação, defina o limite de variação que o ativo pode ter contra sua operação para que o impacto disso no seu capital não seja muito elevado. Isso vai ajudar a definir o quanto você aloca em cada fatia da pizza dos seus investimentos.

Você pode dar uma olhadinha melhor sobre esse assunto em nosso artigo sobre controle de risco.

Vale lembrar que essa divisão deve ser observada com frequência. Sempre que houver novos aportes ou realização de lucro (ou prejuízo), é importante olhar todo esse portfólio novamente para fazer um rebalanceamento do seu capital em meio a todos os investimentos.

5. Buscar diferentes produtos e mercados

Um portfólio de ações deve ter diferentes produtos em composição

Infelizmente, boa parte das pessoas desconhece o mercado financeiro. Existem muitos (muitos mesmo!) produtos e serviços que ajudam a aumentar a sua rentabilidade e proteger o seu capital (no ebook a gente separou alguns, mas existem outras dezenas de opções).

Portanto, quando você pensar em renda variável, é importante expandir o horizonte para além das ações.

Não são apenas ações que estão disponíveis na bolsa de valores. Existem outros produtos ali que podem compor bastante o seu portfólio de investimentos.

Ter as mais variadas soluções financeiras em meio ao seu portfólio pode fazer muita diferença na rentabilidade que seus investimentos terão em curto, médio e longo prazo.

Vamos dar um exemplo. Analise o gráfico abaixo:

Na linha roxa, você vê a variação cambial do contrato futuro de dólar entre maio de 2019 e abril de 2020. Na linha azul, você vê a evolução do índice Ibovespa no mesmo período.

Repare que em muitos momentos os dois são opostos: enquanto um sobe, o outro cai. E isso ficou ainda mais evidente em meio à crise do coronavírus, quando o índice foi ladeira abaixo, enquanto o dólar colecionou altas.

O que isso significa?

Significa que a rentabilidade de um investidor que tivesse em seu portfólio apenas ações foi muito diferente dos resultados de um investidor que diversificasse utilizando os contratos futuros de dólar.

A diversificação poderia auxiliar muito diminuindo as perdas. E aqui estamos falando de um único exemplo. Existem diversas outras soluções: minicontratos de índice, opções, commodities etc.

Diversificando entre produtos e mercados, tendo diferentes filosofias de investimento e buscando prazos diferentes de rentabilidade para cada um desses produtos, um portfólio de investimento diversificado seria mais ou menos assim, com o tamanho de cada fatia a depender da sua tolerância ao risco:

Diagrama mostrando um portfólio de investimentos diversificado

É óbvio que uma diversificação como essa não acontece da noite para o dia. Isso pode ser feito aos poucos, deixando o seu portfólio de investimentos cada vez mais adequado ao seu perfil de investidor.

Pode parecer difícil no começo, mas seguindo esse passo a passo básico, aos poucos é possível se preparar para os mais diferentes momentos da economia, diminuindo seus riscos e buscando mais ganhos.

Agora, conte para a gente: como está o seu portfólio de investimentos? Deixe um comentário falando sobre sua experiência! E não se esqueça de baixar o ebook sobre a diversificação de portfólio de investimentos em renda variável, pois ali você vai encontrar diferentes soluções que pode agregar aos seus investimentos.

A montagem de um bom portfólio de investimentos é a busca de 10 entre 10 investidores da bolsa de valores.

E não faz diferença a experiência que você tem na renda variável. Com as oscilações do mercado, essa acaba sendo uma dúvida frequente entre milhares de investidores. E como é impossível prever o futuro, a criação desse portfólio de investimentos deve ser construída dia a dia, a cada operação realizada.

Mas qual seria o passo a passo para isso? Continue a leitura do post e veja o segredo para montar um portfólio de investimentos vencedor!

Montar carteira de ações x Criar portfólio de ações x Ter portfólio de investimentos

Antes de tudo, é importante diferenciar a criação do portfólio de ações, a montagem de uma carteira de ações e a construção de um portfólio de investimentos.

Muitos investidores se confundem e acreditam que tudo isso é a mesma coisa. Mas existem diferenças importantes.

Ao montar uma carteira de ações, você terá ali um conjunto de ações com alguma característica em comum.

Por exemplo: você pode ter uma carteira de ações na qual ficará posicionado por certa periodicidade (semanalmente, mensalmente, anualmente etc.).

Ou ter uma carteira de ações apenas de small caps (ações mais baratas) ou de blue chips (ações mais negociadas na bolsa).

Enfim, quando o investidor decide por montar uma carteira de ações, ele leva em consideração algo em comum para aquele conjunto.

E essa é a principal diferença entre montar uma carteia de ações e criar um portfólio de ações.

O portfólio de ações leva em consideração todas as ações que estão na mão do investidor, inclusive as diferentes carteiras de ações que ele pode ter. Caso o investidor tenha APENAS uma carteira de ações, o seu portfólio será o mesmo que a sua carteira.

E é normal que isso aconteça quando você acaba de entrar na bolsa de valores.

Afinal, uma carteira de ações é uma porta de entrada interessante por ser de mais fácil operação e poder apresentar boas rentabilidades, principalmente quando o mercado está em alta.

Mas o investidor preparado leva mais um fator em conta, olhando não só suas ações, mas também todos os seus demais investimentos. E é isso o que chamamos de portfólio de investimentos.

O portfólio de investimentos é, basicamente, todos os produtos e serviços financeiros que o investidor utiliza em busca de aumentar o seu patrimônio. Desse modo, leva em consideração não só produtos de renda variável, como também os de renda fixa.

A relação entre esses três itens (carteira de ações, portfólio de ações e portfólio de investimentos) seria mais ou menos assim:

Diagrama com a relação entre portfólio de investimentos, portfólio de ações e carteira de ações

E quanto mais o investidor se acostuma e se aprofunda em relação aos serviços financeiros, mais ele busca diversificar o seu portfólio de investimentos.

Os objetivos de um bom portfólio de investimentos

A montagem de um bom portfólio de investimentos não tem uma receita mágica que funciona para todos os investidores. Ela depende fundamentalmente do objetivo de cada um.

Mas, basicamente, a definição disso sempre busca equilibrar duas coisas: rentabilidade e risco. Na prática, é como se fosse uma balança — quanto mais a rentabilidade pesa, mais alta fica a exposição ao risco.

O portfólio de investimentos busca equilibrar a relação entre risco e rentabilidade

Não há muito como fugir disso. Se você busca mais rentabilidade, naturalmente terá que se expor mais ao risco.

E é aí que entra o benefício da diversificação do portfólio de investimentos, pois ele auxilia o investidor a não se expor descontroladamente ao risco.

Por exemplo: ele pode buscar maiores e mais rápidas rentabilidades com uma carteira de ações de empresas baratas — operação de maior risco —, ao mesmo tempo em que equilibra isso tendo outra parte de seu capital com viés de longo prazo em ações das empresas mais negociadas na bolsa.

Para completar, ainda pode pegar parte dessas ações e colocar em garantia para negociar contratos futuros (falamos mais sobre isso em nosso ebook Diversificação de portfólio de investimento em renda variável, que você pode baixar a partir do formulário abaixo)

Quanto mais o seu portfólio se diversifica, menos você se expõe ao risco, pois o seu dinheiro está “pulverizado” em diferentes operações.

Como sempre ressaltamos que é impossível prever o futuro, não será possível acertar todas as operações. Desse modo, uma coisa acaba compensando a outra. As operações positivas compensam as operações negativas no longo prazo.

No fim das contas, o objetivo do portfólio de investimentos diversificado é um só: obter mais rentabilidade enquanto se diminui a exposição ao risco.

Passo a passo para montar um bom portfólio de investimentos

1. Conhecer o seu perfil de investidor

Conheça seu perfil de investidor para montar o seu portfólio de investimentos

Como dissemos, não existe uma receita pronta para entregar sobre qual o melhor portfólio de investimentos para você. Por isso, o primeiro passo é descobrir qual tipo de investidor você é.

Resumidamente, ao conhecer o seu perfil de investidor você descobrirá o quanto está disposto a correr de riscos ao investir o seu dinheiro.

É como aquela balança lá em cima: se você é um investidor arrojado, poderá buscar maiores rentabilidades, porém estará mais exposto ao risco.

Por outro lado, se for um investidor conservador, terá menor exposição ao risco, no entanto, também não conseguirá grandes rentabilidades em longo prazo.

Esse limiar entre risco e recompensa é o que ajuda a definir o seu perfil de investidor e, consequentemente, quais os serviços financeiros mais adequados a você.

Se você não conhece o seu perfil de investidor, clique aqui para fazer um teste e descobrir.

2. Lembrar-se da reserva de emergência e da renda fixa

Reserva de emergência é fundamental antes de montar um portfólio de investimentos

O passo inicial de um portfólio de investimentos de sucesso é garantir uma reserva de emergência que deixe o investidor protegido de qualquer imprevisto pessoal.

O valor dessa reserva deve ser o suficiente para que você se sinta seguro caso algum problema aconteça. Boa parte dos analistas mensura isso como a soma de 6 salários atuais.

Assim, mesmo que algo drástico aconteça, como a perda do emprego ou da sua renda principal, você tem um valor disponível para manter o seu padrão de vida atual durante 6 meses.

Para esse capital, o ideal é deixar o dinheiro em investimentos que não contam com algum tipo de carência, ou seja, que podem ser liquidados imediatamente, e que tenham baixo risco. Então, esse é um dinheiro que você poderia deixar em títulos do tesouro com liquidez diária, por exemplo.

Além da reserva de emergência, dependendo do seu perfil de investidor é recomendado deixar uma parte maior ou menor do seu patrimônio em outros produtos e serviços de renda fixa.

Existe uma grande lista desses serviços, muitos deles com proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), um mecanismo criado para garantir que o capital dos investidores esteja seguro mesmo em eventuais falências de instituições financeiras. São exemplos de investimentos protegidos pelo FGC os CDB’s, LCI’s, LCA’s e LCs.

Títulos do tesouro de longo prazo, atrelados à inflação, também são boas opções. São os conhecidos Títulos IPCA+. Esses produtos são bastante importantes no longo prazo, pois garantem um ganho real, ou seja, acima da inflação. Por exemplo: um Título IPCA+ 4,45% retorna uma rentabilidade de 4,45% somado a todo o percentual de inflação do período.

3. Diversificar ações

Diversifique as ações para um bom portfólio de investimentos

Um bom portfólio de investimentos tem em seu leque um bom portfólio de ações. E aqui a palavra diversificação deve ser levada ao pé da letra.

Isso significa diversificar filosofia, tempo e mercados.

Diversificar filosofias significa escolher ações a partir de diferentes princípios. Por exemplo: parte de suas ações pode ter o objetivo de rentabilizar em longo prazo a partir do pagamento de dividendos, enquanto outra parte você quer simplesmente fazer trades — comprar e vender ações para lucrar com a valorização delas em curto e médio prazo.

Diversificar no tempo significa escolher ações a partir de um viés de tempo diferente. Você pode escolher ações olhando para um gráfico diário, semanal, mensal etc. Isso vai impactar, também, o período de tempo que você quer ficar com esses ativos (de nada adianta olha o gráfico mensal de uma ação e vendê-la por uma pequena oscilação depois de 2 dias).

Por fim, diversificar mercados significa escolher as ações a partir do segmento de atuação da empresa. A ideia aqui é procurar não ficar com muitas ações de empresas dos mesmos segmentos.

Na crise em meio ao coronavírus, por exemplo, empresas de commodities, como a Vale e a Petrobrás, e empresas de viagens, como CVC, Gol e Azul, foram mais afetadas do que as outras. Se todo o seu dinheiro estivesse concentrado em um único setor desses, você sentiria ainda mais os efeitos da queda da bolsa.

Levando em conta todos esses fatores, um bom portfólio de ações poderia ter uma divisão parecida com esta:

Exemplo de portfólio de ações diversificado

Se você não sabe muito bem como começar esse processo de escolha de ações, é importante contar com uma estratégia de investimento para te auxiliar. Você pode dar uma olhadinha em nosso site e conhecer estratégias prontas, testadas no mercado, que você pode seguir.

Outra dica é utilizar ETF’s (Exchange-Traded Funds), uma espécie de fundo de ações negociado em bolsa. Essas ETF’s replicam carteiras de ações, por isso já são naturalmente diversificadas.

O principal ETF da nossa bolsa de valores é o BOVA11. Na compra de uma única cota do BOVA11 é como se você comprasse um pedacinho de cada uma das ações das empresas que formam o índice Ibovespa. Falamos mais sobre ETF’s no ebook sobre diversificação de portfólio de investimentos.

4. Dividir o capital

Portfólio de investimentos: é fundamental dividir bem o seu capital

Só diversificar as ações não é o suficiente para um bom portfólio de investimentos.

Também é preciso levar em conta a divisão do capital em cada “pedaço” do seu portfólio. De nada adianta ter um portfólio de investimentos com dezenas de produtos diferentes se deixar 80% do seu dinheiro concentrado em dois ou três produtos.

Depois de dividir bem o seu capital entre os diferentes produtos (tesouro direto, CDI, ações, fundos imobiliários etc.), é preciso pensar em como dividir cada um desses pedacinhos.

As ações e a renda variável devem seguir esse princípio, pois não dá para prever com 100% de certeza para que lado as coisas vão andar. Por isso, seria muito arriscado (e pouco efetivo) concentrar grande parte do seu capital em três ou quatro ativos.

A ideia aqui é a seguinte: é impossível acertar tudo, então, as operações acertadas devem compensar as operações negativas.

E quanto alocar em cada ativo? A regra de ouro é saber o quanto você pode perder. Em toda operação, você tem dois caminhos — a variação pode ir a seu favor ou contra você. Então, faça o seguinte exercício: se a operação for contra você, o quanto você pode perder?

Vale lembrar que se você já tem um portfólio minimamente diversificado, uma operação negativa tem um impacto menor no seu capital. Por exemplo: se você tem 10 ações em seu portfólio, dividindo igualitariamente 10% do seu capital em cada uma, a variação de uma ação também impactará apenas 10% do seu capital.

Desse modo, se uma ação desse portfólio cair 20%, o impacto geral no seu capital será de apenas 2%. Abaixo você vê uma tabela comparando a perda de capital com o ganho necessário para recompor.

Perda do capital (%)Ganho necessário para recompor (%)
22,04
55,26
1011,11
2533,33

Note que quanto maior a perda, maior fica a diferença para o ganho necessário para recomposição. Se o seu capital cair 90%, são necessários 900% de ganho para recuperar essa queda, o que evidencia a importância de diversificar seu portfólio de investimentos.

Então, a ideia é: ao iniciar uma operação, defina o limite de variação que o ativo pode ter contra sua operação para que o impacto disso no seu capital não seja muito elevado. Isso vai ajudar a definir o quanto você aloca em cada fatia da pizza dos seus investimentos.

Você pode dar uma olhadinha melhor sobre esse assunto em nosso artigo sobre controle de risco.

Vale lembrar que essa divisão deve ser observada com frequência. Sempre que houver novos aportes ou realização de lucro (ou prejuízo), é importante olhar todo esse portfólio novamente para fazer um rebalanceamento do seu capital em meio a todos os investimentos.

5. Buscar diferentes produtos e mercados

Um portfólio de ações deve ter diferentes produtos em composição

Infelizmente, boa parte das pessoas desconhece o mercado financeiro. Existem muitos (muitos mesmo!) produtos e serviços que ajudam a aumentar a sua rentabilidade e proteger o seu capital (no ebook a gente separou alguns, mas existem outras dezenas de opções).

Portanto, quando você pensar em renda variável, é importante expandir o horizonte para além das ações.

Não são apenas ações que estão disponíveis na bolsa de valores. Existem outros produtos ali que podem compor bastante o seu portfólio de investimentos.

Ter as mais variadas soluções financeiras em meio ao seu portfólio pode fazer muita diferença na rentabilidade que seus investimentos terão em curto, médio e longo prazo.

Vamos dar um exemplo. Analise o gráfico abaixo:

Na linha roxa, você vê a variação cambial do contrato futuro de dólar entre maio de 2019 e abril de 2020. Na linha azul, você vê a evolução do índice Ibovespa no mesmo período.

Repare que em muitos momentos os dois são opostos: enquanto um sobe, o outro cai. E isso ficou ainda mais evidente em meio à crise do coronavírus, quando o índice foi ladeira abaixo, enquanto o dólar colecionou altas.

O que isso significa?

Significa que a rentabilidade de um investidor que tivesse em seu portfólio apenas ações foi muito diferente dos resultados de um investidor que diversificasse utilizando os contratos futuros de dólar.

A diversificação poderia auxiliar muito diminuindo as perdas. E aqui estamos falando de um único exemplo. Existem diversas outras soluções: minicontratos de índice, opções, commodities etc.

Diversificando entre produtos e mercados, tendo diferentes filosofias de investimento e buscando prazos diferentes de rentabilidade para cada um desses produtos, um portfólio de investimento diversificado seria mais ou menos assim, com o tamanho de cada fatia a depender da sua tolerância ao risco:

Diagrama mostrando um portfólio de investimentos diversificado

É óbvio que uma diversificação como essa não acontece da noite para o dia. Isso pode ser feito aos poucos, deixando o seu portfólio de investimentos cada vez mais adequado ao seu perfil de investidor.

Pode parecer difícil no começo, mas seguindo esse passo a passo básico, aos poucos é possível se preparar para os mais diferentes momentos da economia, diminuindo seus riscos e buscando mais ganhos.

Agora, conte para a gente: como está o seu portfólio de investimentos? Deixe um comentário falando sobre sua experiência! E não se esqueça de baixar o ebook sobre a diversificação de portfólio de investimentos em renda variável, pois ali você vai encontrar diferentes soluções que pode agregar aos seus investimentos.

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